segunda-feira, 13 de julho de 2026

Ponto Cantado: EXU DA BOCA DA MATA


Hoje trouxemos um ponto original da nossa casa: EXU DA BOCA DA MATA. 

letra está aqui na descrição e a explicação durante o vídeo (veja até o final). 


Exu da Boca da Mata 

Oi dá licença, eu preciso passar 

(bis) 

Eu venho saravá a Umbanda 

Na aldeia da Juremá 

(bis) 

“Espere uma folha cair”, diz Exu 

“Espere uma ave cantar” 

“Depois você pode seguir que a Jurema” 

“E Oxóssi vão lhe acompanhar” 


Canta: Sandro Mattos 

Toque: Nagô 

Ponto cantado composto nos anos 80 por Pai Silvio Mattos – dirigente espiritual da APEU – depois foi imortalizado na voz de Pai Élcio de Oxalá no CD “Canto aos Guardiões”.


Perdas e ganhos

Vivenciamos situações de ganhos e perdas em nossa rotina diariamente e durante toda nossa vida, no tempo, no trabalho, no amor, na fé, na família, com amigos, nas escolhas e opções, e até mesmo na organização pessoal.

Isso é o que exatamente todos reclamam, visto que, nem sempre podemos angariar ganhos, temos que ter nossas parcelas de perdas, pois ao mesmo tempo é o que dá significado à vida, é o que nos faz distinguir os acertos dos erros e nos faz valorizar nossos esforços, nossa capacidade de entender que perdas são parte de um processo de aprendizado.

Quando as perdas envolvem vínculos afetivos pessoais, sonhos de relações amorosas desfeitos, nos afeta de forma mais profunda, pois o primeiro sintoma estabelecido dentro de nosso coração é o sentimento de traição, nosso ego é ferido, nosso corpo desprezado, mais um amor enganado.

O amor é visto na espiritualidade diante das perdas como um sinal para, em ato de reflexão mais íntima e ponderada, revermos e revertermos nossas atitudes com maturidade, resignação, resiliência e esperança.

O sentimento do perder faz parte de um jogo que pode ser uma companhia diária e permanente em nossa vida, pois em muitas situações está ligado a outros sentimentos como a solidão, tristeza, desesperança e medo, mas quando se sofre uma perda é sinal que estamos agregados a algo, a alguém ou mesmo a um pensamento de significado bastante importante para nós, ou unicamente a algum interesse próprio.

A vida em nosso dia a dia deve ser construída, revista com olhos prudentes voltados para o íntimo e para o externo e desta forma sendo remodelada, reconstruída, constantemente, de acordo com a vivência que absorvemos, com a experiência que adquirimos durante toda nossa permanência neste plano. Porém e sem duvida também com as orientações de coerência, paciência, equilíbrio e perseverança, que recebemos da religião da Umbanda, que nos ajuda a avaliar se a mudança que leva a reconstrução esta no caminho correto, se nossos entendimentos são claros dentro dos princípios estabelecidos pela espiritualidade que nos conduz a luz do esclarecimento e do aprimoramento espiritual.

A perda levanta muitos questionamentos existenciais, mesmo porque quase ninguém está preparado para tal, sendo assim, a possibilidade e a capacidade de ver a vida de maneira diferente e mudar nossos conceitos e valores vai se estabelecendo e se aprimorando através de vários exemplos e lições que nos são impostos, a medida que vivemos e amadurecemos.

Quando se perde um ente querido ou um amigo, a impressão que se tem é de um vazio profundo, um sentimento de que a vida nos traiu, nos desestabilizou, a felicidade foi embora e assim perdemos nossa estrutura, nosso sentido de viver. Um dia uma Preta velha me disse e nunca mais esqueci que “num momento de perda, deve-se agregar todos os sentimentos construídos durante todo o tempo de nosso relacionamento nesta vida, porque o sentimento transcende o espaço e o tempo, não se limita apenas ao contexto físico, tudo o que se ama de verdade nunca morre, é a verdadeira vida eterna.”

A Umbanda com suas orientações nos ajuda muito a controlar e principalmente entender o sentimento de perda, faz parte do contexto, faz parte de nossa história, de nosso verdadeiro crescimento espiritual e amadurecimento humano, sem ele nosso aprendizado estaria incompleto e nossa permanecia neste mundo teria sido em vão.

 

Texto escrito pela Mentora Espiritual Sônia Moreno

Fonte: https://www.caboclopenaverde.com.br/cpt_mensagem/perdas-e-ganhos/ 

A Vida Após a Morte - Raul Teixeira



Triste surpresa! Perdemos a "Tia Fátima"

 

Com imenso pesar comunicamos a passagem da filha da casa, Maria de Fátima Aguiar Correia, no último dia 18 de junho. 

Membro da nossa corrente há mais de 24 anos, a Fátima, ou "Tia Fátima", como carinhosamente era chamada pelas crianças e jovens da instituição, foi e continuará sendo uma figura marcante na história da APEU.

Médium antiga, fez parte da saudosa casa comandada pelo Caboclo Monte Azul, que ficava na Vila Formosa. Foi uma grata surpresa quando o caboclo, manifestado no Pai Silvio, já na APEU, conversou com ela sobre aqueles momentos de outrora, lembrando inclusive do seu casamento realizado naquele terreiro.

Várias entidades se manifestaram em sua coroa, entre as quais destacamos: Zé Baiano, Caboclo Estrela, Erê Serginho e o Exu Caveira, além de um falangeiro de Ogum e o Marinheiro.

Como filha da APEU, sempre se fez presente e participante daquilo que a casa de propunha a fazer. Era conhecida por estar sempre presente nos eventos levando a bandeira da nossa instituição. Fez parte do coral da curimba em eventos de encontros e festivais e, para as crianças e adolescentes nos projetos "Crianças de Aruanda" e "Mawe's", era aquela que fazia as "comidinhas gostosas". 

Nascida no interior de SP e conhecedora de ervas, sempre que podia, auxiliava aqueles que precisavam de uma folhagem em especial.

Pegos de surpresa, já que foi algo inesperado, tanto sua família biológica (filhas, netos, genros, sobrinhos, irmãos...), quanto nós, da sua família espiritual da APEU, ainda estamos digerindo esse acontecimento e sua falta, porém, tranquilos em saber que ela está, não só amparada, mas também, sendo preparada para continuar seu trabalho, agora nos planos da espiritualidade. 

Que Seu Ubatuba e Seu Caboclo Estrela estejam sempre contigo.

Obrigado!


Louvação aos Pretos Velhos 2026

 No dia 09/05/2026 a APEU realizou mais uma festa em homenagem aos Pretos Velhos. Mantendo a tradição de comemorar o dia dos Pretos Velhos em 13 de maio, sendo este o sábado mais próximo antes da data, fizemos a gira festiva onde os amados Vovôs e Vovós de Aruanda puderam estar presentes, não só atendendo ao público como fazem em todos os meses do ano, mas também, nos dando ensinamentos de amor, de fé, de perdão, podendo também, saborear um cafezinho amargo ou adoçado na rapadura e deliciosos bolos de fubá feitos com imenso carinho pelos filhos de fé da casa. 

Após a energização, esse alimento foi dstribuido a todos os presentes. 

Antes da chegada dos Pretos Velhos, o Caboclo Ubatuba fez questão de receber aqueles que vieram conhecer a casa, mostrando que a Umbanda é uma porta aberta a todos. Na ocasião ainda falou sobre a felicidade de ter aprendido com seu pai biológico, Mukua Mukunda, que foi um mestre africano, escravizado neste triste período da história humana. 

No final, foi feita a tradicional corrente reluzente, quando Pai Silvio proferiu o poema-prece "As Sete Lágrima de Um Pai Preto". 

Saravá a todos os Pretos Velhos!

Adorei às Almas!

Fotos:























Festa de Ogum 2026

 No dia 25/04/2026 a APEU realizou sua gira festiva em homenagem a Senhor Ogum e todos os seus falangeiros. 

Foi um momento de muita devoção e fé, com destaque para a queima dos fogos que representam a energia do Senhor das Demandas. 

Espadas de São Jorge foram energizadas e distribuidas para todos os presentes no momento da corrente reluzende, quando se é proferida a oração a Ogum.

Um lindo bolo com a figura de São Jorge foi energizado para que, depois dos trabalhos, fosse saboreado pelos filhos de fé e assistentes, retomando um costume que era feito nos primeiros anos da casa.

Ogunhê! 

















Um copo com água, uma vela e bons pensamentos











É menina, venho eu mais uma vez falar do que já deviam saber: a escravidão do ego. Em escrito anterior mencionamos pequena receita diária simples para o livramento de muitas amarras que ecoam nos espíritos por entre suas encarnações.

Ora, analisemos de forma singela: se a existência do espírito encarnado (este plano) objetiva tão somente a resiliência diante das mazelas acumuladas em outras experiências, por quais motivos o indivíduo calcula ser ele mesmo aquém das suas próprias culpas? Se lógica houvesse nesta reflexão, não haveria motivos para ainda estar preso neste plano físico. É como nos tempos da senzala. Nego via comida e trabalho escravo, mas não sabia porquê vivia. Quem dera todos que vivem no físico pudessem entender que o Quilombo mora dentro de cada um... hehehe (risos e cheiro de palheiro...)

Trocando em simples palavras, diante de boa analogia, me refiro tão somente aos indivíduos que relutam em mudar suas atitudes, desperdiçando assim, mais uma encarnação.

Uma hora a vela acaba e não existirá outra chance em acender nova chama. Bem dizendo também na analogia simples, uma hora você não terá mais encarnações para “gastar” para aprender o que já deveria ter assimilado há tempos.

Por isso detalho mais uma vez que a análise diária de seus pensamentos e atitudes são primordiais para que a riqueza espiritual cresça. De certo, sem tais pausas para análise, mudanças significativas são mais difíceis de ocorrerem.

A forma mais direta de acessar tais canais de mudança é a meditação, embora muitas pessoas apenas façam orações.

Orar é agradecer e pedir. Meditar é equilibrar o espírito a necessidade imediata. Diante de problemas o que mais ouvimos são orações de diversas naturezas. Não há privilégio por necessidade, mas o merecimento é componente primordial. Todavia, a oração por sí e o merecimento não garantem que as solicitações poderão ser atendidas. No duplo etéreo energias físicas (elementais) podem ser necessárias para que se obtenha o caminho esperado. Mas um componente tão sublime e disposto a todos é comumente ignorada: a meditação.

Veja, se dizemos sempre que o merecimento é componente primordial, como então há de se alcançar tal merecimento? Medite e encontrará este caminho.

Diante de tamanha procura aos nossos tocos, de como “ajeitar a vida”, me sinto no dever de ensiná-los a como fazer uma meditação serena e farta de resultados. Partindo de um espírito que hora se apresenta como médico, hora como preto velho, não devem esperar uma receita de remédio caseiro, tão pouco um banho de ervas. Mas o que irei ensinar é simples e ao mesmo tempo dolorido.

Você vai precisar de: um copo d’água e uma vela. Se você não tiver a vela, não se importe com isso, a chama acesa pode ser a do coração. Mas se há a disposição a vela, use-a com sabedoria, como irei ensinar.

Embutido na oração está um pedido ou agradecimento. Na meditação estão embutidos os seguintes passos:

1) O que sou.

2) O que espero ser.

3) O que devo fazer.

Se pensar com simplicidade e exatidão nos princípios que o levam a crer na passagem por esta encarnação, saberá que o que você é deve ser melhorado, o que você espera ser é o que se propôs antes de estar neste plano e o que deve ser feito para alcançar seu aprendizado é a reforma íntima necessária.

Solene reforma, digo com toda certeza. Solene porque quando concluída, festejamos do lado de cá com tamanha alegria pela conquista de nossos guiados. Enquanto alguns encarnados apenas choram diante dos percalços ou apelam ao vitimismo, nós sentamos ao lado e com mãos estendidas nos oferecemos para uma meditação de seus atos que levam ao entendimento dos resgates. Chorar e orar é mais fácil do que meditar, por suposto que sim. Porém, apenas por falta de conhecimento. Orar diariamente é sublime, mas meditar é reconstrutor de conceitos. Se você optar por reconstruir conceitos diariamente, terá uma reformar íntima em doses homeopáticas e o caminho será prazeroso e proveitoso.

Entretanto, ao negar sua condição atual e a desejada, já comprometida por sua própria alma antes desta passagem, estará deixando em débito diversas ações de mudança para uma única ocasião. Aviso: a reforma será dolorida.

Quando a escravidão do ego leva o indivíduo à reforma íntima em pequeno espaço de tempo, as marcas são grandes e o esboço da história tende a ser de grandes repercussões. A dor comanda o crescimento, mas sentir tanta dor de uma vez é uma questão de escolha. Não há razão para deixar débitos crescerem. Faça a sua paga diariamente, mudando hábitos, atos, palavras e pensamentos. Com um copo d’água disposto em local sereno, acenda uma vela e interiorize seus sentidos para a sua existência. Ouça a sua respiração, os batimentos cardíacos. Se não conseguir ouvi-los, repense no local que faz a meditação. É necessário um local sem inferências, no máximo uma melodia plana e quando possível, sons da natureza (parques, quintais, fontes d’água).

Localizado seu “eu interior”, questione-se: o que você é? Certamente que há um papel seu na sociedade, seja de genitor, filho, empregado ou empregador. Todavia, a definição que se faz necessária é do seu próprio espírito. Quem é você? Arrogante? Companheiro? Insensato? Amoroso? Egoísta? Estudioso? Manipulador? Caridoso? Diante de tantos adjetivos a avaliação própria tende ser inócua. É comum o espírito em sua prisão material ser gentil demais consigo mesmo e um verdadeiro carrasco com os que lhe não causam afeição. Porém, seja gentil consigo mesmo, mas verdadeiro. Não entalhe as palavras para que seu ego seja afagado. Se olhe diante do espelho da sua consciência e se defina de maneira direta. Sem medo, sem dores, sem preconceitos ou vergonha. Afinal, se você não sabe quem é, como pode ter a insensatez de querer ser algo melhor?

Faça a segunda pergunta: o que espero ser? Obviamente que tudo o que há de ruim deve ser substituído por bom. Onde houver mazelas, que estas sejam execradas e plantadas em seus lugares novas mudas de amor para si mesmo. Nesta questão as respostas são diversas, pois alguns precisam mudar muitos conceitos, outros nem tanto. Cada qual com seu qual e proporção.

Definida a sua reforma do dia, reflita sobre como agiu no dia que se finda e como deveria ter agido para ser o que espera e não o que é. Não esqueça de relembrar isso ao amanhecer do dia, para que antes mesmo de agir por instinto, refaça os caminhos já imbuídos em sua existência. Nada está posto que não seja possível de melhoras. Falo desde pequenos gestos até os vícios mais deprimentes.

Ecoe em seus pensamentos as mudanças necessárias e pratique-as. Desta maneira terá orgulho de quem será ao final do dia e certamente ao meditar mais uma vez, estará galgando novos andares na sabedoria existencial.

Perceba que a reforma diária é uma dádiva e esta depende tão somente da sua disposição e hábito de meditação e reflexão. Independente de magias exuberantes, entregas extravagantes e a empáfia de feitores que nada fazem a não ser perder tempo em troca do vil metal (falsários que prometem vida financeira fácil e relacionamentos por troca de dinheiro). Tudo o que lhe for necessário será provido conforme seu merecimento. Para merecer, medite e se refaça a cada dia.

A vela? Se dispuseres de uma, acenda e ofereça ao seu perdão próprio e ao crescimento que está disposto a fazer no dia seguinte.

A água? Beba.. afinal de contas, seu corpo precisa muito dela para se hidratar.

Me despeço com a lástima de saber que poucos chegarão até estas linhas e que menos ainda se importarão em praticar o que lhes ensino. Mas há de chegar o tempo em que com tantas outras linhas escritas, estas se farão mais presentes do que o próprio pensamento do dia.

Salve a Seara de Mãe Benta!

Pai José de Aruanda

Fonte: https://www.vobenta.com/psicografias  

Visita ao CEU Urubatan

Apesar do atraso na publicação, não poderíamos deixar de colocar aqui no blog a nossa visita ao Centro Espírita Urubatan, localizada no Bairro da Água Branca (região da Lapa) e provavelmente a casa umbandista mais antiga em atividade na capital paulista, dirigida pela Mãe Mariúsa de Iemanjá e por Pai João Dias. 
Essa visita aconteceu na noite de 27/01/2026, quando realizam sua homenagem aos Caboclos e a Pai Oxóssi. 
Foi um momento marcante, de irmandade entre essas duas casas que tanto se admiram.
O Caboclo Ubatuba saúda o Caboclo Urubatan!
Saravá!






33º Ajucá da Cabocla Jurema e suas falangeiras na APEU - 2026

 Na tarde e noite de 04/04/2026 nossa casa voltou às atividades espirituais, após o recesso da Quaresma e, como já, tradicionalmente acontece, com a homenagem à Cabocla Jurema, festividade intitulada Ajucá, ordenada pelo Caboclo Ubatuba à 33 anos. 

Nosso 33º Ajucá foi vibrante, com as energias das Caboclas e a presente forças das matas. 

Mais uma vez pudemos saborear e absorver o axé dos abarés (bolos de milho verde), preparados pelos filhos da casa e abençoados pelas entidades. 

Saravá à Cabocla Jurema!

Salve a força de todas as Caboclas do Astral!

Okê Cabocla!








Quaresma, recesso, reforma... 2026

Como acontece em todos os anos, desde a fundação da APEU em 1981, seguindo as orientações do nosso guia mentor, Caboclo Ubatuba, nossa casa fica em recesso durante o período do Carnaval e da Quaresma. 

Aproveitamos então este período para realizar as reformas necessárias do terreiro, como pintura e alguns consertos. E claro, para que possamos voltar com a casa pronta, é preciso que tudo fique limpo e organizado. 

Para isso, contamos sempre com a participação voluntária dos filhos da casa. 

Obrigado! 

A Direção