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terça-feira, 14 de novembro de 2023

Você é um umbandista responsável?

 

Conversando com diversos dirigentes espirituais, principalmente quando o assunto é colocado em pauta pelos mais antigos na religião, um tema é quase que unânime quando se trata de falar sobre as diferenças entre o que era feito em outrora e como a Umbanda caminha nos dias atuais: a falta de compromisso espiritual dos novos adeptos.

Infelizmente, uma das coisas mais comuns em terreiros é a entrada de um novo integrante na corrente mediúnica que chega cheio de vontade, aberto a participar de tudo que a casa precisa mas que, em pouco tempo, mostra que tinha mais assiduidade como um membro da assistência do que como médium na gira.

É notório que a sociedade atual incentiva o descompromisso com a fé em relação aos anseios pelo ganho financeiro ou ainda, pela busca de momentos de lazer, ficando o encontro com o Sagrado em segundo ou até, terceiro plano.  Não é a toa que vivemos num mundo doente, onde as pessoas ficam, o tempo todo, procurando prazeres falsos, que na maioria das vezes em nada servirão para melhorá-las, seja no campo pessoal, profissional, educacional e muito menos, espiritual. Estão sempre em busca de momentos especiais que duram alguns segundos, embora aparentemente se eternizem nas fotos postadas nas redes sociais. 

Além disso, tudo o quanto é tipo de desculpa torna-se motivo para o não comparecimento aos trabalhos espirituais: chuva, frio, calor, visita em casa, cansaço, trânsito, enfim, tudo aquilo que, em outras épocas, era muito mais complicado do que nos dias atuais e, mesmo assim, os filhos-de-fé daquela época não deixavam de cumprir com seu papel. 

Tal atitude gera um problema, não só para a instituição que, muitas vezes conta com aquele elo da corrente para determinada função, mas principalmente para o próprio médium que esquece ou pouco se importa com o compromisso assumido, não só com o mentor espiritual do núcleo espiritual a qual escolheu para fazer parte, mas também, com os Senhores do Karma, para quem, antes mesmo de reencarnar, acertou que nasceria com essa missão para que, através dela, pudesse atuar na prática da caridade e assim, continuar a marcha em busca da sua evolução espiritual. 

O terreiro de Umbanda é um hospital e como tal, precisa de sua equipe completa em todos os plantões. 

Seja responsável e se no dia da gira te chamarem para outro evento que não seja uma obrigação real que vá afetar seu lado pessoal, familiar, profissional, saúde ou dos estudos, diga: "Hoje não posso! Tenho terreiro". 

Saravá!

Por Sandro Mattos



segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Uma visão sobre o Ori na Umbanda

A intenção aqui é falar deste tema, tão complexo e profundo, de uma forma mais simples, resumida, porém, que seja de fácil compreensão do ponto de vista prático. O foco não é em aprofundar demais no tema, afinal, para isso seriam necessários muitos artigos baseados em conceitos que muitas vezes se divergem. Por isso, vamos ao que interessa:  

“Ori” é um termo africano de origem iorubana e de forma direta significa “cabeça”. De “Ori” também chamamos o orixá individual da pessoa, ou seja, sua centelha divina, parte da essência provinda do Ser Supremo.

Não à toa que existem algumas orações específicas para o Ori e ao traduzi-las, notamos grande semelhança com mantras e palavras de poder usadas em outras manifestações espiritualistas, ocidentais e orientais. Isso nos mostra que esse nosso “EU INTERIOR” é vivo, divino e pode ser potencializado.

Os médiuns possuem centros energéticos por onde se manifestam em maior ou menor intensidade as energias dos orixás e de seus mentores espirituais. Conhecidos como chakras, um deles tem papel de vital importância para esse contato: o coronário, situado na parte de cima da cabeça, na chamada “coroa”. É exatamente onde vibra esse ponto energético vital do Ori.

Não é à toa que várias religiões banham esse local. Um dos exemplos está no ritual do batismo, praticado em vários segmentos. Nas religiões que possuem influência afro e indígena, como a Umbanda, teremos ainda o banho de ervas conhecido como amaci (com até 21 ervas) ou o ariaxé (quando é feito com 49 elementos naturais entre folhas, flores, sementes e raízes). Esse ritual tem a intenção de reequilibrar as energias e potencializá-las em favor de um melhor desempenho mediúnico.

Também é nesse ponto que um dos mais antigos rituais de iniciação, o cruzamento na Lei de Pemba vincula o “filho” ao “pai”, o “neófito” ao “dirigente”, o “médium” ao “mentor espiritual da casa”. É nesse ato que nasce o vínculo do novo membro de uma corrente aos fundamentos deste terreiro, ao “Pai ou Mãe de Santo” e ao Guia Chefe da casa.

Outros tipos de iniciação poderão utilizar-se de elementos ou rituais diferentes, mas notem bem, sempre teremos a cabeça como o ponto central de ligação.

Essa relação que une o médium aos fundamentos da casa, ao seu mentor e à sua doutrina é importantíssima.

É comum observarmos, no chamado “adubalê” (ato de bater cabeça no congá ou fundamentos do terreiro) o comandante da gira cruzar ou abençoar a coroa dos seus filhos da corrente. Já ouviu o termo “zelador de santo”? Vem justamente daí: deste cuidado que aquela pessoa que comanda uma casa precisa ter para com o Ori dos seus filhos de fé, do zelo pelo equilíbrio da mediunidade daqueles que o aceitaram como “Pai” ou “Mãe”, “padrinho” ou “madrinha”. Também é um ato de troca de respeito, afinal, neste momento o médium mostra seu respeito ao dirigente e à sua espiritualidade e este retorna, em forma de bênção, saudando os mentores daquela coroa.

Mas aí vem a pergunta que não quer calar? “É verdade que não posso deixar outras pessoas colocarem a mão na minha cabeça?”. Bem, é importante salientar que o risco existe, mas que também vai depender muito da intenção colocada no momento ou do nível vibracional da pessoa que está tocando sua cabeça. Além disso, sabemos que um médium que cumpre com todas as suas obrigações, tem disciplina, ética e moral e que busca manter esse contato mente-espírito com seu guia espiritual, tem uma proteção muito mais alinhada com seus mentores espirituais.

Numa situação de visita, até por questão de ética e responsabilidade, não se deve tocar na cabeça de um filho de outro terreiro. Então seja prudente. Já dentro da sua família espiritual, siga as devidas instruções passadas pelo mentor-guia e deixe que aquele que zela seja então cúmplice deste cuidado, afinal, apesar de termos a dádiva de ter sido escolhidos pelo plano espiritual para cumprir uma missão direcionados por um missionário que cuida desse centro energético chamado “coroa” e que tem em seu centro vibratório o “ori”, cabe a cada um de nós fortalece-los e protege-los com bons sentimentos e pensamentos.

Orai e vigiai.

Por Sandro Mattos

Alabê da APEU

Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba

São Paulo – SP – 30/01/2023

https://apeuumbanda.blogspot.com

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

A FORÇA DA CORRENTE









A corrente é a grande força do terreiro. Uma vez alguém perguntou a Pai Maneco a importância de um terreiro bonito e confortável. Respondeu o sábio espírito: "Meu filho, se esta casa cair, vocês vão se reunir lá fora, olhando para o ceu estrelado, e vão continuar trabalhando. Mas se a corrente mediúnica se dissolver, o terreiro, mesmo belo e sólido, vai fechar". E batendo na parede de alvenaria explanou: "Na verdade acho a corrente mais merecedora de cuidados que estas paredes frias. Nunca trabalhei sozinho, sempre com a corrente. Quem trabalha sozinho, um dia ou outro vai se complicar". 

Fonte: Site Terreiro Pai Maneco.

"Meus irmãos, vejam a importância da corrente dentro de uma tenda umbandista! E nunca esqueçam: todos aqueles que fazem parte da engira, fizeram um juramento ao Mestre Oxalá para se tornar um elo dessa corrente. Aquele que deixa de cumprir sua missão, vai aos poucos, tornando-se num "elo enferrujado".

Não seja você esse elo mais fraco. Faça a sua parte, pois não existe nada melhor do que praticar o bem".

Sandro Mattos

Artigo extraído do Jornal Umbanda Branca, edição nº 9 - dezembro/2005.



quarta-feira, 5 de junho de 2019

OS PRETOS-VELHOS

Resultado de imagem para pretos velhosA Linha dos Pretos-Velhos é composta principalmente por espíritos de negros escravos (retirados à força de sua terra natal ou nascidos aqui mesmo no Brasil). 
Grandes sábios, os vovôs e vovós da Umbanda formam uma grande corrente de luz, onde a humildade é, sem dúvida, a principal característica. 
Demonstram como poucos o verdadeiro sentido da palavra perdão, pois, mesmo depois de tudo o que sofreram quando encarna-dos, conseguem transmitir a todos aqueles que os procuram, a alegria e o amor próprios de quem resgatou suas dívidas pretéritas, e que, atualmente podem gozar da liberdade espiritual, na Aruanda do Mestre Oxalá. 
Lógico que nem todos que se apresentam na gira foram verdadeiramente negros ou velhos na última encarnação, porém, aos espíritos que desejam pregar a humildade, não poderia existir linha melhor para se trabalhar. 
A Umbanda comemora o Dia dos Pretos-Velhos em 13 de maio, numa associação ao dia da Libertação dos Escravos, com a criação da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel em 1888.
Salve todos os Pretos-Velhos! 
Adorei as Almas!

PONTOS AOS PRETOS-VELHOS

Navio negreiro, vem beirando o mar
Trazendo os africanos para trabalhar            (Bis)
Oi saravá! Povo de Umbanda
Ele abre a sua gira em qualquer lugar           (Bis)

Pai Joaquim êê, Pai Joaquim êá
Pai Joaquim é Rei de Angola
Pai Joaquim é de Angola, Angolá

Vem das bandas do Sol Nascente
Vamos saudar Pai Tomás
Vem curar corações e mentes
Esperança ele sempre traz                             (Bis)
Não fuma, não bebe, não grita
É o mensageiro da paz
Vamos saudar minha gente
A corrente de Pai Tomás                              (Bis)

Por Sandro Mattos
Jornal Umbanda Branca - ANO II – Nº 13 – MAIO/2006


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

ALGUNS ELEMENTOS UTILIZADOS NAS DEFUMAÇÕES
















Alecrim – Defesa dos males e proteção contra magias. Afasta maus espíritos. Ajuda na recuperação e no tratamento de doenças. Atrai as falanges dos Caboclos.

Alfazema – Limpa o ambiente e atrai prosperidade e bons negócios. Acalma, purifica e traz o entendimento, equilíbrio e harmonia. Favorece a clarividência.

Benjoim – Elimina bloqueios espirituais, atrai energias positivas e combate energias negativas. Purifica o ambiente. Harmoniza o raciocínio e diminui a agressividade. Destrói as larvas astrais.

  Mirra – Facilita o contato com os planos superiores, criando no ambiente uma atmosfera de prece e oração. Poderoso no equilíbrio das funções do corpo, balanceando o físico e o espiritual. Também é usada quando se vai desfazer alguma demanda.

  Incenso – Limpeza em geral, destrói as larvas astrais. Aliado a outros elementos potencializa os efeitos dos mesmos.

Anis Estrelado – Propicia boas amizades, bons caminhos, paz e triunfo. Purificação, sorte, amor. Atua tanto no nível material quanto no emocional, produzindo estímulo de natureza positiva. Renova as energias e atrai proteção espiritual contra qualquer mal.

Fonte: Texto extraído do Curso Básico de Umbanda - Pai Silvio Mattos - APEU

segunda-feira, 26 de junho de 2017

26 de Junho – Dia internacional de Combate às drogas

Resultado de imagem para 26 junho, dia combate drogas

A APEU, como instituição religiosa umbandista que tem seus fundamentos e orientações baseadas nos ensinamentos do Mestre Jesus e de seu mentor, Caboclo Ubatuba, não apóia o uso de qualquer tipo de droga. Por essa razão, sempre que possível, distribuíamos, através do Jornal Umbanda Branca e de outros meios como a internet, informações necessárias para um melhor esclarecimento sobre esse assunto tão importante, principalmente nos dias atuais onde crianças, jovens e até mesmo os mais velhos, perdem a vida (mesmo antes de falecer, pois o drogado torna-se um morto-vivo que não enxerga mais o sentido da palavra felicidade) por causa desse Câncer Externo que age diretamente no ESPÍRITO e no CORPO FÍSICO das pessoas chamado: DROGA, e seja esta qual for, pois aquele que hoje usa uma droga “da pesada”, invariavelmente começou com as chamadas “leves” ou até mesmo com as consideradas “lícitas” pelo governo local. Quem se droga não alimenta só o seu próprio vício (presente no corpo físico e no campo mental), mas também alimenta os muitos espíritos viciados que buscam a energia deste elemento para satisfazer suas vontades. Com isso, aos poucos o drogado aumenta a dose ou troca por algo mais forte, pois além da necessidade física (que também pede mais e mais), esses irmãos desencarnados ainda sugam, como verdadeiros “vampiros astrais”, toda energia da pessoa. E a bola de neve só cresce, pois o uso de drogas destrói a tela protetora que envolve o perispírito e os chacras, permitindo assim, que mais espíritos se aproveitem da situação. E a obsessão é total: pela droga e pelos espíritos inferiores. “Ser Careta é o verdadeiro “barato”, pois só assim, você realmente será dono da sua própria vida”.

Pense nisso!

Sandro C.Mattos – Biólogo, secretário e Ogã Alabê da APEU – Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba. 

 Eu era uma garota de 15 anos 

 “Eu era uma garota. Uma garota que, aos 15 anos de existência, deixou de viver, mas que agradece a Deus a felicidade que um dia possuiu. Eu era como você, autêntica, amiga, feliz e o mais importante era que eu vivia. Nessa etapa, nessa época, eu saía da escola abraçada com os meus amigos, trocávamos mensagens de fé, carinho e amor. Saíamos todos juntos sem distinção de cor, raça, sexo ou religião. Nós nos divertíamos ao máximo. Quando íamos à igreja, rezávamos todos juntos com uma chama de esperança nos olhos, de um mundo melhor. Naquela época eu tinha amigos. Sempre que precisavam de mim, eu estava disposta a ajudar, fazia o que podia para tirar você da angústia. Um dia fiquei angustiada e fui falar com você. Pedi uma palavra de fé, esperança, conforto, e você mostrou-me algo que chamou minha atenção, um algo que parecia com um cigarro comum. Você ofereceu-me e disse que aquilo ia me fazer bem, iria me ajudar. Fumei aquele cigarro sem medir as conseqüências, pois acreditava em você. Enquanto estava sob efeito do tóxico tudo estava bem. Passando o efeito, procurei-o novamente, e novamente você me ofereceu a famosa ' maconha'. Passou muito tempo e minha vida foi se resumindo em procurá-lo, ou melhor, procurar a maconha que você me oferecia. Na realidade eu já era uma morta-viva, porque a única coisa que me mantinha viva era o meu coração, que não havia parado de bater. Resolvi então procurar alguém que pudesse me ajudar a deixar a maldita droga. Fui ao médico. No dia seguinte, fui buscar um dos vários resultados dos exames que o médico havia pedido, justo no dia do meu aniversário, no dia em que completaria 15 anos. No resultado, constava uma doença grave em alto adiantamento, pouco tempo de vida. Morri antecipadamente, morri porque você foi um dos culpados, também responsável pela minha morte. Na realidade você foi um dos principais, pois quando lhe pedi vida você me ofereceu a morte."

Drogadição - Drogas e Conseqüências - Menyr. Antônio B. Zaetter - Editora Lovise - 3ª edição

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Por que surgiram tantas diferenças ritualísticas entre as tendas umbandistas?


As diferenças surgiram justamente porque a Umbanda abriu portas para espíritos das mais diversas classes evolutivas e com graus de conhecimentos diferentes entre si.
O que um Guia sabe o outro poderá não conhecer, pois também são espíritos em evolução e aprendizado constantes. Também não podemos esquecer que cada entidade tem sua personalidade e, através do seu nível vibracional, atuará em trabalhos específicos, dentro de um conhecimento próprio e de um fundamento direto com sua linha, falange, banda, etc.
Como a Umbanda não tem um livro único, e baseia-se principalmente na orientação dos mentores espirituais de cada templo, cada casa umbandista é um universo próprio. Por exemplo: uma casa dirigida por um Caboclo de Oxalá dificilmente se assemelhará a uma dirigida por um Baiano. O mesmo pode ser notado entre uma tenda comanda por um PretoVelho das Almas, de outra orientada por um falangeiro de Ogum. Como dito anteriormente, são personalidades e fundamentos totalmente diferentes.
Óbvio que vários serão os detalhes semelhantes em todas as casas, pois, se assim não fosse, a Umbanda não poderia ser uma religião, uma vez que, para ser considerada como tal precisa ter uma base similar, mas certas particularidades surgiram e continuam surgindo a cada dia, de acordo com os ensinamentos que os Guias e Mentores de Luz vão repassando aos filhos de fé, afinal de contas, se este orbe é uma grande escola, a Umbanda é a nossa sala de aula.

Texto de Sandro C. Mattos – 26/08/2008
Extraído do Jornal Umbanda Branca - edição nº 40 - junho/setembro-2009

terça-feira, 7 de junho de 2016

A falta de responsabilidade mediúnica

A Umbanda é um caminho que conduz a pessoa à sua evolução espiritual. Essa é a missão de todas as religiões. 
Porém, está enraizado na sociedade moderna que as religiões também estariam aqui para nos direcionar a uma condição de "super protegidos", ou seja, dalí em diante nada de mal poderia acontecer a nós, afinal, agora somos um "filho de fé", um "irmão", etc.
Quantas pessoas vão à procura da Umbanda na ânsia de resolver seus problemas físicos, psicológicos, materiais e espirituais? Muitas. Quantas procuram a religião porque querem desenvolver o seu amor universal? Pouquíssimas.
Mas, embora essa seja uma verdade, não é um problema, afinal, é através da prática da caridade que evoluímos; uma coisa leva a outra.
Porém, muitos daqueles que um dia foram pedir algo, passam a frequentar o terreiro e cedo ou tarde, passam a fazer parte da corrente mediúnica. Serão cambones, médiuns de incorporação, ogãs, fiscais de gira, e é exatamente a partir daí que começam os problemas. 
Na empolgação, todo mundo quer fazer parte de uma engira, procuram o sacerdote, depois o mentor, pedem pra participar, fazem todos os preparativos necessários e finalmente são aceitos dentro da corrente, mas ...  a empolgação muitas vezes acaba por aí.
O que notamos em quase todas as casas é que existe um número de médiuns que são aqueles que poderíamos chamar de "pontas firmes", que não faltam nem sob chuva de canivete. Mas também existe uma quantidade considerável que vem em um trabalho, faltam em dois, vem em mais dois e faltam três e por aí vai. Estão presentes, mas não 100%. E ainda existem aqueles que são verdadeiros turistas, que faltam em vinte trabalhos e aparecem em um ou dois e ainda ficam na assistência, pedem pra sair mais cedo, chegam atrasados.
E o mentor da casa pede, implora, chora, fica nervoso ... As assistências física e espiritual estão lotadas de pessoas para serem atendidas, mas o número de médiuns presentes faz com que esse atendimento seja mais demorado. Além disso, estes médiuns jogam um peso enorme nas costas daqueles que não faltam, pois estes acabam tendo que doar muito mais energia e ectoplasma para a realização das tarefas ocorridas durante os atendimentos, afinal, os espiritos trabalham o tempo todo com a doação espontânea dos presentes. 
E como fica a consciência daquele que um dia pediu pra entrar pra gira, que fez um juramento diante de um congá sagrado, que prometeu a Jesus e aos Orixás, Guias e mentores de luz que a partir daquele momento seria um fiel servidor das hostes divinas, que seria um real soldado do exército branco da caridade umbandista? Infelizmente, na maioria das vezes, quem assim age não está preocupado com isso. Esquecem que cedo ou tarde poderão, eles mesmos, ou até um dos seus mais próximos, estar alí, pedindo auxilio para resolver suas angústias, doenças e outros problemas.
Não é uma questão de castigo, mas é apenas a ação e reação. O médium que esquece que tem um compromisso assumido, também esquece que é um canal de passagem e captação de energias, sejam elas positivas ou negativas. E como diz nosso mentor: jardim sem jardineiro, dá erva daninha. 
É um texto de reflexão. Cabe a cada um colocar a cabeça no travesseiro e "com seus botões" observar até que ponto está falhando em sua missão espiritual. 
Desculpas, todo mundo tem. Mas até que ponto isso vale à pena!
Pensemos nisso!
Paz, luz, saúde e prosperidade!
Sandro Mattos - Secretário APEU

terça-feira, 7 de julho de 2015

Eu visto Branco!

















Eu visto branco, sou umbandista, tenho fé nos Orixás, Guias e Mentores de Luz!
Toco atabaque consagrado, canto ponto, gosto do cheiro da defumação, tomo passe energético. Pratico a caridade pregada pelos grandes mestres, especialmente a ensinada por aquele que consideramos, se não o maior, um dos maiores espíritos que encarnou neste orbe, o chamado Médium dos Médiuns: Jesus Cristo, o nosso amado Pai Oxalá!
Ensino, aprendo, troco experiências, levo sempre que posso uma palavra amiga.
Sigo os ensinamentos dos Pretos-Velhos, dos Caboclos, das Crianças, dos Exus, dos Boiadeiros, Baianos, Falangeiros de Xangô, Ogum, das Iabás, enfim, de toda essa gama de irmãos e pais espirituais que nos indicam o caminho do amor, da luz, da benção divina.
Sou um ser humano na busca da evolução espiritual. Sou um filho de fé e você!
Todos unidos contra a intolerância religiosa!


Por Sandro Mattos


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Chegou 2015 - Que Ogum nos proteja !

Chegou 2015 e esperamos ter um ano cheio de realizações, muita prática caritativa, que, de uma forma ou de outra, está diretamente vinculada à evolução daqueles que buscam nossa singela casa de luz, não só como assistentes, mas também, daqueles que fazem parte da corrente mediúnica.
Na última gira do ano passado o nosso mentor, Caboclo Ubatuba, falou que, independente do que outras pessoas viessem nos falar, 2015 para os filhos da casa dele estaria sob a vibração de Senhor Ogum, pedindo então, para os membros da engira acendessem suas velas vermelhas buscando a força e a proteção do Orixá das guerras e dos metais.
Mais adiante notamos que na mídia e nas redes sociais, muitas casas também citaram Ogum como o Orixá regente do ano. Tal informação foi confirmada até mesmo para os estudiosos da astrologia, que indicaram que 2015 seria o ano de Marte, o planeta vermelho que possui ligação direta com Ogum.
Se por um lado teremos o comando de um grande guerreiro que nos protege na luta contra as demandas espirituais e até mesmo contra as demandas da vida, por outro nos mostra que será também um ano de batalhas, de lutas, onde os filhos de fé deverão mostrar sua bravura e sua determinação no ato de servir a esse Exército Branco de Oxalá chamado Umbanda. A luta contra as forças do mal é contínua e devemos estar sempre atentos aos ensinamentos das entidades de luz, sem esquecer de lembrar que somos intermediários de energias que encontram num médium, um campo aberto para suas atuações. Por isso mesmo é importante cumprir a missão da forma mais reta possível, onde aqui também se aplica o "orar e vigiar" citado por Jesus há cerca de 2000 anos.
Neste giro do sol que se inicia, nossa instituição apagará mais uma velinha, a 34ª desde sua fundação.
Agradecemos a todos que durante todos esses anos nos ajudaram de uma forma de outra. Independente do tempo que estiveram conosco e principalmente aos que ainda estão, alguns desde a fundação ou que chegaram na casa quando esta ainda engatinhava como templo religioso, só temos que agradecer. Todo aquele que, pelo menos um dia ao menos se doou para um irmão necessitado, foi importante para que os objetivos fossem alcançados. 

Saravá!

A diretoria

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Revista Caminho Espiritual - matérias com a APEU

A Revista Caminho Espiritual, edição nº 34 e que já está nas bancas, traz como tema a Umbanda.
Destacamos dois artigos escritos pelo nosso Alabê Sandro Mattos, um falando sobre a Umbanda Branca e outro sobre os atabaques.
A revista está muito boa, com matérias de grande profundidade e muitas fotos (inclusive algumas que mostram giras realizadas na APEU).

Boa leitura!

Por que surgiram tantas diferenças ritualísticas entre as tendas umbandistas?

As diferenças surgiram justamente porque a Umbanda abriu portas para espíritos das mais diversas classes evolutivas e com graus de conhecimentos diferentes entre si.
O que um Guia sabe o outro poderá não conhecer, pois também são espíritos em evolução e aprendizado constantes. Também não podemos esquecer que cada entidade tem sua personalidade e, através do seu nível vibracional, atuará em trabalhos específicos, dentro de um conhecimento próprio e de um fundamento direto com sua linha, falange, banda, etc. Como a Umbanda não tem um livro único, e baseia-se principalmente na orientação dos mentores espirituais de cada templo, cada casa umbandista é um universo próprio. Por exemplo: uma casa dirigida por um Caboclo de Oxalá dificilmente se assemelhará a uma dirigida por um Baiano. O mesmo pode ser notado entre uma tenda comanda por um PretoVelho das Almas, de outra orientada por um falangeiro de Ogum. Como dito anteriormente, são personalidades e fundamentos totalmente diferentes. Óbvio que vários serão
os detalhes semelhantes em todas as casas, pois, se assim não fosse, a Umbanda não poderia ser uma religião, uma vez que, para ser considerada como tal precisa ter uma base similar, mas certas particularidades
surgiram e continuam surgindo a cada dia, de acordo com os ensinamentos que os Guias e Mentores de Luz vão repassando aos filhos de fé, afinal de contas, se este orbe é uma grande escola, a Umbanda é a nossa sala de aula.

Texto de: Sandro C. Mattos – 26/08/2008

Fonte: JORNAL UMBANDA BRANCA 
           ANO V – Nº. 40 – JUNHO a SETEMBRO / 2009 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Vamos mentalizar a luz verde da cura?

Meus irmãos planetários. 
Diante de diversas situações que estamos vendo acontecer, só podemos chegar a uma conclusão: nosso planeta está doente. 
E entre os diversos seres que habitam este orbe, o ser humano, que é justamente aquele que deveria prezar pela sobrevivência de tudo e de todos, é o que está mais doente, pois seu problema atinge a carne e o espírito e seus pensamentos e atitudes negativas, abrem portas para que a cada dia as coisas piorem.
Nesta semana, onde o Brasil se volta às vibrações dos Santos médicos, Cosme e Damião, peço ao Pai Supremo para que todos nós possamos ser envolvidos em energias de cura, sejam elas físicas, mentais ou espirituais. 

Cada cor possui uma vibração diferente, por isso, pensemos neste momento, numa luz verde nos envolvendo, bem como a todos que necessitam dessa energização. Não é a toa que as folhas que nos trazem tantos alívios físicos e extrafísicos são, em sua maioria, verdes. 
Pensemos nisso fazendo um minuto de meditação e mentalização, chamando essa luz universal para envolver àqueles que necessitam, inclusive a nós mesmos! 
Saudações fraternas!
Alabê Sandro Mattos
24/09/2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Aborto - Visão da Umbanda




























Estamos no mês de setembro, dedicado na Umbanda a todas as crianças.
Temos que aproveitar este momento para refletir e ver se o mundo em que vivemos está agindo como deveria, diante dos ensinamentos dos Planos Superiores.
Enquanto as religiões de uma forma geral pregam pela continuidade da vida no ventre, muitos grupos materialistas pregam que o ser humano tem o direito de fazer o que bem quiser com seu corpo, mesmo que isso afete uma outra vida (na visão deles, a vida começa somente após o nascimento).
A Umbanda, tem uma base filosófica e religiosa que a coloca contra essa prática, exceto em casos extremos, onde a vida da mãe está sob risco, porém, não está aqui para apontar os erros alheios, mas sim, de acolher e orientar. Somos conhecedores do chamado livre-arbítrio e da infalível Lei do Retorno, e aos Senhores do Carma é que caberá o julgamento dos nossos irmãos planetários que vierem a incorrer neste ato e não aos membros desta ou daquela corrente religiosa.
Dentro da Carta Magna da Umbanda, que é um documento que está sendo tratado por umbandistas do Brasil e até de outros países, este assunto vem sendo debatido e mesmo com o documento ainda não definitivamente fechado, tem uma colocação prévia em relação à esta prática:


ABORTO
A Umbanda é contra a prática do aborto.
Na Umbanda entende-se que a partir da concepção já existe vida, um Espírito que anseia por sua evolução.
As observações dos resgates espirituais, por meio dos acontecimentos, necessitam ser levados em consideração.
Há falta sempre que transgredimos a Lei de Deus. Um pai e uma mãe, ou quem quer que seja que provoca o aborto, em qualquer período da gestação, cometerá transgressão sempre que tirar a vida de uma criança antes do seu nascimento, porque isso impede o espírito de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.
Dado o caso onde o nascimento da criança coloque em perigo a vida da mãe, é preferível, por bom senso, manter a vida da mãe.
O aconselhamento direto com os Guias Espirituais é fundamental para que as ações sejam feitas sempre baseadas na espiritualidade.
Caso ocorra ou tenha ocorrido o aborto por decisão de qualquer natureza, a Umbanda, seguindo os postulados de Jesus Cristo, não condena, mas perdoa a ação.
Aproveitamos para indicar uma trilogia de livretos espíritas que tratam muito bem sobre este assunto:

- Nós abortamos
- Os Abortador
- Piedade!

Autor: Nércio Antônio Alves



















Boa leitura!

A diretoria da APEU!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Umbanda, Fé Cristã - Por Sandro Matttos

UMBANDA – FÉ CRISTÃ
Por Sandro C. Mattos (reedição)




De uns tempos pra cá, um assunto que não deveria ser polêmico, tomou conta das diversas listas e comunidades da internet: a Umbanda é ou não cristã?
Bem, existem aqueles que defendem a idéia de que a Umbanda não poderia ser cristã, pois esta seria uma religião baseada nos cultos afros.
Dentro da visão desses irmãos, apesar do respeito que demonstram, Jesus Cristo é apenas uma figura simbólica, relacionada através do sincretismo criado pelos negros ao Orixá Oxalá, naqueles tempos em que a Coroa Portuguesa, através do poder da Igreja, impunha aos escravos sua fé trazida da Europa. E aí, com o passar do tempo e com a associação dos cultos afros ao espiritismo e ao próprio catolicismo, teria nascido a Umbanda no Brasil.
Já os que defendem a idéia da Umbanda como um culto cristão, baseiam-se principalmente nas palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas que em 15/11/1908 informou aos presentes que estava iniciando ali, um novo culto, chamado Umbanda, onde espíritos de negros e índios poderiam praticar a caridade. Disse também que esta nova religião trabalharia baseada nos Evangelhos de Cristo e que teria como Mestre Supremo: Jesus.
Minha opinião colocaremos mais adiante, pois, antes disso, observações devem ser colocadas:
Estamos no início do século XXI, mais precisamente em 2011 (quase 103 anos depois da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel). Se a Umbanda não é uma religião baseada nos ditames cristãos, porque então os umbandistas continuam com a imagem de Cristo no local mais alto do congá? Afinal de contas não existe mais feitor, sinhozinho ou capitão-do-mato. Nem a perseguição policial que ocorria no início do século XX. Mas estamos lá, ajoelhando, orando e pedindo diante de Sua imagem.
Simples: porque no íntimo da grande maioria dos filhos de fé, Cristo é sem dúvida, o Ser de maior expressão espiritual que passou neste orbe.
Não bastasse isso, é extremamente comum observarmos nossas Entidades, em especial os Pretos Velhos, clamando forças a zin Nosso Sinhô Jesus Cristo. Teriam esses Sábios Guias de Luz, medo do sinhozinho, mesmo na espiritualidade? Ou até mesmo, medo da Igreja Católica? Não, claro que não. Eles pedem e louvam a Jesus (e até à Nossa Senhora) com imenso respeito e devoção, assim como rogam aos Orixás, pois sabem que assim poderão nos conduzir à trilha que nos leva ao Pai. Aliás, não podemos esquecer que a escravidão durou centenas de anos e que muitos negros escravos nasceram no Brasil, sendo que, ainda pequenos já se acostumavam com a religião local, tornando-se cristãos desde tenra idade. Era comum negros escravos que freqüentavam as missas, alguns obrigados pelos seus senhores, outros porque cresceram dentro de uma cultura católica. Além dos Vovôs e Vovós, isso é muito fácil de se
perceber numa gira de baianos ou boiadeiros, que rogam a Nosso Senhor do Bonfim e a Bom Jesus da Lapa. Até quando tratamos com Exus de Lei, estes demonstram um respeito e um carinho especial ao “Nazareno”.
Alguns o chamam até de “o Coroado” e se mostram satisfeitos em ter enxergado a importância em trabalhar baseado nos ensinamentos D’Ele (que é a mesma de outros líderes religiosos, ou seja, prestar a caridade livre e desinteressada).
Os próprios caboclos, os ancestrais legítimos deste país, sofreram influência cristã durante séculos e muitos são os mentores espirituais que hoje vêm nas casas umbandistas e que foram catequizados. Se isso foi bom ou ruim, não vem ao mérito, mas esse espírito não deixa de
aceitar os ensinamentos de Cristo, só porque era um indígena. O que fica é aquilo que lhe foi passado, nesta e em outras encarnações, afinal, os espíritos, em sua esmagadora maioria, não tiveram uma única passagem neste orbe. Tanto os negros escravos como os índios catequizados, tinham uma fé dupla, muitas vezes verdadeira, pois nada impedia que acreditassem nos seus Deuses e na figura de Cristo e seus ensinamentos.
Se não bastasse isso, existe um sem-número de pontos cantados que nos remetem à figura do Messias... “Abre a porta ó gente, que aí vem Jesus, e ele vem cansado com o peso da cruz...”, “Preto-Velho quando vem, ele vem aos pés da cruz, vem trazendo proteção para os filhos de
Jesus...” “Jesus nasceu, padeceu e morreu...”, “Seu cavalo corre, sua espada reluz, sua bandeira cobre todos filhos de Jesus...”, “... Xangô mora numa cidade de luz, onde mora Santa Bárbara, Oxumarê e Jesus”, entre outros.
Sem contar as preces utilizadas, inclusive o Pai Nosso Umbandista, baseado no Pai Nosso ensinado pelo Mestre cerca de 2000 atrás.
Quanto à relação da Umbanda a outros segmentos, notamos forte influência católica e kardecista (ambas religiões declaradas cristãs), somada a cultura e fé afro (influência dos espíritos de negros escravos e de ex-participantes destes cultos que vieram a se tornar
umbandistas).
Respeitando a visão de todos os filhos desta linda religião, porém, baseado nessas e em outras tantas questões que poderiam ser formuladas, somadas ainda às palavras do Caboclo das Sete
Encruzilhadas, particularmente, creio sim numa Umbanda CRISTÃ, universalista, ou seja, que não dá as costas para outros segmentos, desde que estes estejam voltados à prática da caridade e da evolução do espírito e, claro, tudo isso somado à fé nos Orixás, Guias e Protetores Espirituais.
Não creio que tudo isso ainda exista somente por causa de um sincretismo forçado, em tempos de escravidão, onde a Umbanda sequer era cultuada como religião em terras brasileiras.
O objetivo do texto não é criar polêmicas ou discussões, até porque seriam em vão, já que cada pessoa tem o direito de pensar e acreditar no que quiser, mas apenas de colocar alguns pontos que às vezes passam despercebidos mesmo durante os debates. E, além disso, tenho a certeza de que, acreditando N’Ele ou não, Jesus ampara a todos, assim como os Orixás, que independente até do credo da pessoa, estão sempre abertos a trabalhar em prol da caridade.
Que o Mestre Jesus Cristo, chamado carinhosamente por nós de Pai Oxalá, nos cubra com Vosso Manto Sagrado, envolvendo-nos com as energias que Ele traz do Pai Universal - Deus (ou Zambi, Olorum, Tupã,...).

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Pedido de Paz às Familias

Bom dia! Que seja uma ótima sexta-feira. Hoje não vou colocar uma frase escrita por outras pessoas. Me deu vontade de escrever e não podemos deixar pra depois esse tipo de sentimento.

Irmãos planetários, vamos nos unir numa corrente de amor e projeções positivas para levar AMOR, COMPREENSÃO, RESPEITO e PAZ à TODAS AS FAMÍLIAS DO MUNDO. Todos nós vivemos em grupos familiares, sejam eles com laços de sangue ou não. Além das famílias com pais, mães, filhos, avós, tios e outros tantos parentes, criamos paralelamente outras "famílias" que nos envolvem no nosso dia-a-dia e que também possuem a importância devida na vida de cada um de nós, como as pessoas que convivem conosco no ambiente de trabalho, seu grupo de amigos e seus irmãos de fé, que formam contigo uma relação espiritual. A família é um time, uma equipe que precisa acima de tudo, se UNIR, se RESPEITAR e se AMAR. Sem estes três quesitos, fica muito difícil atingir qualquer objetivo. Coloque a força positiva de DEUS em sua vida. Faça sua parte! Busque praticar essa base que transforma e eleva. A chaga do mal no planeta costuma ser plantada nos corações das pessoas que estão abaladas emocionalmente. Não vamos regá-las com o fel do rancor, mas sim podá-las, para que árvore frondosa da vida cresça e nos dê os frutos que buscamos desde o nosso nascimento: A REALIZAÇÃO PESSOAL e o SUCESSO NA FAMILIA, NO AMOR E EM TUDO QUE NOS ENVOLVEMOS. Que Deus ilumine a todos!

Sandro C. Mattos
Mensagem colocada no Facebook

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Médium, seja positivo.

















MÉDIUM UMBANDISTA:

O médium pode buscar a força divina, através do contato mental junto aos seus Orixás, Guias e
Amparadores do Astral Superior.
Lembre-se de que tudo o que é pensado, cria uma egrégora semelhante, uma forma plasmada gerada pelo seu mental.
Pensamento positivo, atrai coisas positivas. Não seja um negativista.
Ajude-se para melhor auxiliar aos seus irmãos necessitados.
Afinal de contas, ninguém pode dar aquilo que não tem.

Texto de Sandro C. Mattos

sexta-feira, 19 de abril de 2013

XANGÔ E O SINCRETISMO

XANGÔ E SUAS CLASSIFICAÇÕES

Orixá das pedreiras e da justiça, Xangô é sincretizado com vários santos católicos, uma vez que o próprio Orixá possui diversas classificações. A associação mais comum na Umbanda é a de Xangô a São Jerônimo, mas essa não é a única. Podemos destacar o sincretismo entre Xangô Agodô e São João e Xangô Aganju a São Pedro. E é por isso que, aproveitando os festejos juninos, muitos terreiros realizam suas homenagens ao Orixá da Justiça, já que o dia de São Jerônimo é 30 de setembro (na época em que a maioria das tendas está voltada às comemorações do dia de São Cosme e Damião – 27 de setembro). Alguns até acendem a chamada “Fogueira de Xangô”, que deve ficar em brasas até o final da festa. Normalmente os falangeiros do Senhor das Pedreiras são caboclos e pretos-velhos, muito embora outros espíritos que possuam afinidade ao trabalho de Xangô também possam trabalhar na Linha.
Saravá! Xangô. Caô-cabiecilê!

Fonte: texto de Sandro da Costa Mattos - APEU - scm-bio@bol.com.br - editor JUB
São Jerônimo – O tradutor das Leis Divinas
Natural da cidade de Estrito, Dalmácia, Jerônimo foi renomado monge escritor, cuja vida foi inteira-mente devotada aos estudos, à reflexão e a auto-disciplina. Secretário particular do Papa Dâmaso, foi o responsável pela versão dos textos originais da Bíblia para o latim, conhecida hoje como Vulgata. Depois da morte de Dâmaso, foi para a Terra Santa, deixando várias obras escritas. É cha-mado “Doutor máximo das Escrituras”.

Fonte: impressos Unidos pela Fé.

PONTOS DE XANGÔ
Xangô é como lírio, nasceu na beira d’água (Bis)
Nasceu e se criou, nasceu na beira d’água (Bis)

Saravá Xangô e a Coroa de Zambi (Bis)
Hoje é dia de festa, já se fez toda a paz,
É dia de justiça, Xangô é quem pode mais.

Xangô é corisco, nasceu das trovoadas (Bis)
Ele mora na pedreira
E levanta de madrugada

Xangô quando vem, vem da mina de ouro,
Vem, vem, vem, vem da mina de ouro.

Fonte: Jornal Umbanda Branca - ANO II – Nº 14 – Junho/2006

terça-feira, 2 de abril de 2013

ENTENDA - A RAIZ DA APEU


“NENHUMA ESCOLA ENSINA TODO O SABER, MAS TODO SABER ENSINADO POR UMA ESCOLA DEVE SER COERENTE E ESTAR EM SINTONIA COM SUA AÇÃO.”

“Aquele que conhece os ensinamentos de uma raiz e os pratica em sua vida diária alcança a felicidade em sua plenitude”.
 
A APEU é uma casa tradicional, que tem sua raiz vinculada à casa do saudoso Pai Antônio Valentim, a Tenda de Pai Domingos que existiu por mais de 50 anos no bairro da Vila Formosa.
Pai Antônio dirigiu esta casa até o início dos anos 80, quando fez sua passagem ao mundo espiritual.
Os rituais da casa são fundamentados, basicamente, sob influência de sua raiz, somada ao conhecimento do nosso mentor, Caboclo Ubatuba, que tem em sua formação, bases religiosas que vão da pajelança indígena (passadas pelo sacerdote da sua tribo), ao conhecimento espiritual do seu Pai Mukua Mukunda, um grande lider espiritual negro, que alimentou seu filho com ensinamentos que vinham das religiões orientais e do povo afro. Juntando-se a isso, ele ainda foi um índio catequisado pelos jesuítas, e não pelo poder da força bruta, mas sim, por uma força espiritual que o atraía para tudo que pudesse aumentar seu conhecimento sobre as forças divinas.
Foi assim que se firmou a Raiz do Caboclo Ubatuba, indicando sua forma especial de se praticar a Umbanda, visando, acima de tudo, a evolução espiritual do ser humano e a prática da caridade e o amor ao próximo.
E tudo isso sem perder a tradição, sem perder a essência que veio da semente que brotou da árvore de Pai Domingos.
 
O que determina nossa raiz:
 
- Atendimento gratuito;
- Incentivo ao aprendizado, que na casa, é gratuito e difundir os ensinamentos espirituais;
- Não utilizar ingestão de bebidas alcoólicas pelas entidades manifestadas;
- Não utilizar fumo pelas entidades manifestadas;
- Não realizar trabalhos de magia-negra ou amarração;
- Utilizar-se, acima de tudo, do poder da prece;
- Não realizar, sob hipótese alguma, sacrifícios de animais;
- Não fazer trabalhos que causem prejuizos a terceiros;
- Fazer, quando necessário, trabalhos da Linha Kardecista;
- Praticar a caridade livre e desinteressada;
- União e respeito entre os irmãos da corrente mediúnica;
- Crer no poder de Jesus Cristo, o Mestre Nazareno.
- Não trocar o seu momento de buscar o sagrado ou de representar sua religião, pelas coisas passageiras da vida terrena.
- O amor a todas as formas de vida.
- Manter as tradições como: o respeito à hierarquia, o respeito às entidades,  o resguardo da Quaresma, o uso da roupa branca, independente de ser gira de direita, esquerda ou festa em homenagem a orixás e falangeiros (exceto na Festa da Cabocla Jurema, quando usamos camiseta verde simples).
 
Por estas características, nos classificamos como uma casa da Linhagem de Umbanda Branca, principalmente por pregarmos uma Umbanda essencialmente cristã, pelo não uso do fumo, das bebidas alcoólicas, da gratuidade em tudos os trabalhos realizados e por prezar a vida, não utilizando-se, jamais, do sacrificio ou mutilação de animais em seus rituais. É bom explicar que não existe relação desta denominação com uma maior ou menor influência negra, branca ou indígena do ritual, como alguns já tentaram colocar, mas apenas, é uma forma de expressar que praticamos a religião umbandista, voltando nossos olhos, muito mais, para o aspecto espiritual do que material do ser.
 
Quer nos conhecer?
Nossas sessões espirituais acontecem às sextas-feiras a partir das 20:30 horas.
Todos os assistentes tomam passe. Consultas, pedimos que sejam marcadas com antecedência pelo telefone (11) 2911-4198, para que os trabalham não se estendam demais.
 
Rua Romildo Finozzi, 137 - Jardim Catarina - zona leste
São Paulo - SP
Estamos a 10 minutos do Shopping Aricanduva, na altura do 2057 da Av. Barreira Grande.
 
Dirigente espiritual: Pai Silvio Mattos
Mentor espiritual: Caboclo Ubatuba - Linha de Oxalá
 
APEU - Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba
Fundada em 17/01/1981
32 anos de fé, amor e caridade
 
Por Sandro Mattos

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Começou a Quaresma ... releia alguns textos interessantes colocados aqui no nosso blog

VAMOS LER UM POUCO SOBRE UMBANDA?
Textos de Sandro Mattos, inseridos no blog da APEU.
 
COMPREENDENDO MELHOR - UMBANDA BRANCA
 
Conheça um pouco sobre a Linhagem de Umbanda Branca, praticada pela APEU.
Muitas vezes discriminada, por puro desconhecimento dos demais adeptos, muito acreditam ser esta uma “Umbanda de Brancos” ou “Umbanda que não adota costumes negros”, o que não é verdade.
 
QUARESMA - SAIBA PORQUE A APEU FECHA NESTE PERÍODO
 
Saiba porque a APEU mantêm as tradições em relação ao recesso da Quaresma. Atualmente, a maioria das casas não fecham neste período, alegando ser um dogma católico. Mas temos as explicações necessárias para que compreendam o motivo de seguirmos este preceito, seguindo as orientações do nosso mentor, que permite a reabertura com a já tradicional festa do Ajucá, onde homenageamos a Cabocla Jurema e suas falangeiras no Sábado de Aleluia às 18:00 h.
Leia:
Boa leitura!
APEU