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segunda-feira, 19 de junho de 2023

LUZ ! CÂMERA ! MISTIFICAÇÃO !!!

Indignação. Esta é uma das tantas palavras que afloram na mente dos verdadeiros umbandistas, diante das várias situações negativas que infelizmente ocorrem em nosso meio religioso, e que, diga-se de passagem, nada têm a ver com a nossa Sagrada Umbanda. 

A história é a mesma. Pessoas inescrupulosas, de comportamento vil, encarceradas pela vaidade e egocentrismo, atributos que constituem e comandam suas personalidades doentias, e que querem a, qualquer custo, ser o centro das atenções e discussões, nem que para isto tenham que macular a imagem da Umbanda. Para estes elementos de má índole, a Umbanda é vista, não como instrumento de ação espiritual positiva, de amor e caridade, mas sim como trampolim para se alcançar interesses pessoais e reprováveis. 

Caro leitor, analisemos juntos e com serenidade espiritual uma situação que foge à observação de muitos, mas que merece ser trazida à tona, a fim de que a grande massa de umbandistas (os verdadeiros, é claro !!) possam ficar atentos e tirarem suas conclusões ante a determinadas atitudes que ferem frontalmente os princípios sadios de nossa religião. É acontecimento natural, reflexo da necessidade humana em registrar eventos de relevância, ou como forma de organização histórica das Instituições, que durante uma Gira ou Sessão que tenham por fim saudar à Espiritualidade Superior, ou ainda comemorar o aniversário de fundação de um templo umbandista, que alguns adeptos (médiuns ou assistentes) queiram perpetuar tais momentos de maneira a terem uma fonte documental de referência segura contra possíveis lapsos de memória. 

Deste modo, é comum observarmos pessoas utilizando-se de gravadores, máquinas fotográficas e câmeras de filmagem durante as várias cerimônias que se realizam nos terreiros. Até aí, nada de mais, uma vez que não é um procedimento exclusivo da Umbanda, mais usual em outros segmentos religiosos. No entanto é certo e lógico que ao utilizarmos a tecnologia para determos nos instrumentos de captação sonora ou visual manifestações da Espiritualidade Superior, devemos ter em mente o caráter de impessoalidade durante estas ações. O importante nestas ocasiões é ter uma visão do que acontece como um todo, ou seja registrar em gravadores ou câmeras a exteriorização da espiritualidade de uma forma coletiva, em que cada médium se apresente como mera unidade instrumental para a manifestação dos espíritos. 

Não se concebe a idéia de que Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Exus e Crianças, entidades de alta estirpe espiritual que militam na Corrente Astral de Umbanda, se manifestem nos terreiros e fiquem procurando as lentes de máquinas fotográficas ou filmadoras na intenção de verem captadas a sua imagem (na realidade a imagem do médium). É evidente que quando isto ocorre, não é por ação dos espíritos trabalhadores de nossa cristalina Umbanda, mas sim pela vaidade, pelo narcisismo e outros atributos negativos enraizados em algumas pessoas, que de umbanditas nada têm. Simulam incorporação com tal ou qual espírito e, sob tal mistificação, exteriorizam o seu verdadeiro "eu". Pedem para serem fotografados, fazem pose para as câmeras, estufando o peito e olhando para as lentes com ares de superioridade, parecendo mais intelectuais sendo fotografados ou filmados em eventos sociais. E não é só isto. A pessoa pode até estar incorporada, restando saber a que classe pertence o espírito que se manifesta através dela. Sabemos que espíritos ainda pouco esclarecidos se fazem passar (mistificam) por Caboclos, Exus, PretosVelhos etc., a fim de se infiltrarem nos templos umbandistas, promovendo a discórdia, a excentricidade, a confusão. Para estas entidades o flash de uma máquina fotográfica ou o refletor de uma câmera filmadora funcionam como grandes massageadores de ego, apegados que estão aos vícios, sentimentos e desejos humanos. 

Os espíritos laboradores de nossa religião encaram fotografias, filmagens e gravações como algo sem nenhuma significância, mas as toleram por necessidades e desejos humanos. De igual forma, médiuns sérios jamais se preocupam em "sair na foto ou na fita", pois sabedores que nos trabalhos de terreiro é a Umbanda que deverá ser o único foco das atenções e exaltações. 

Aos leitores: Luz, Câmera, Atenção !!! 

Fonte: Site A Umbanda com Amor

Extraido do Jornal Umbanda Branca nº 35 - edição de maio/junho/julho - 2008

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

A FORÇA DA CORRENTE









A corrente é a grande força do terreiro. Uma vez alguém perguntou a Pai Maneco a importância de um terreiro bonito e confortável. Respondeu o sábio espírito: "Meu filho, se esta casa cair, vocês vão se reunir lá fora, olhando para o ceu estrelado, e vão continuar trabalhando. Mas se a corrente mediúnica se dissolver, o terreiro, mesmo belo e sólido, vai fechar". E batendo na parede de alvenaria explanou: "Na verdade acho a corrente mais merecedora de cuidados que estas paredes frias. Nunca trabalhei sozinho, sempre com a corrente. Quem trabalha sozinho, um dia ou outro vai se complicar". 

Fonte: Site Terreiro Pai Maneco.

"Meus irmãos, vejam a importância da corrente dentro de uma tenda umbandista! E nunca esqueçam: todos aqueles que fazem parte da engira, fizeram um juramento ao Mestre Oxalá para se tornar um elo dessa corrente. Aquele que deixa de cumprir sua missão, vai aos poucos, tornando-se num "elo enferrujado".

Não seja você esse elo mais fraco. Faça a sua parte, pois não existe nada melhor do que praticar o bem".

Sandro Mattos

Artigo extraído do Jornal Umbanda Branca, edição nº 9 - dezembro/2005.



quarta-feira, 5 de junho de 2019

OS PRETOS-VELHOS

Resultado de imagem para pretos velhosA Linha dos Pretos-Velhos é composta principalmente por espíritos de negros escravos (retirados à força de sua terra natal ou nascidos aqui mesmo no Brasil). 
Grandes sábios, os vovôs e vovós da Umbanda formam uma grande corrente de luz, onde a humildade é, sem dúvida, a principal característica. 
Demonstram como poucos o verdadeiro sentido da palavra perdão, pois, mesmo depois de tudo o que sofreram quando encarna-dos, conseguem transmitir a todos aqueles que os procuram, a alegria e o amor próprios de quem resgatou suas dívidas pretéritas, e que, atualmente podem gozar da liberdade espiritual, na Aruanda do Mestre Oxalá. 
Lógico que nem todos que se apresentam na gira foram verdadeiramente negros ou velhos na última encarnação, porém, aos espíritos que desejam pregar a humildade, não poderia existir linha melhor para se trabalhar. 
A Umbanda comemora o Dia dos Pretos-Velhos em 13 de maio, numa associação ao dia da Libertação dos Escravos, com a criação da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel em 1888.
Salve todos os Pretos-Velhos! 
Adorei as Almas!

PONTOS AOS PRETOS-VELHOS

Navio negreiro, vem beirando o mar
Trazendo os africanos para trabalhar            (Bis)
Oi saravá! Povo de Umbanda
Ele abre a sua gira em qualquer lugar           (Bis)

Pai Joaquim êê, Pai Joaquim êá
Pai Joaquim é Rei de Angola
Pai Joaquim é de Angola, Angolá

Vem das bandas do Sol Nascente
Vamos saudar Pai Tomás
Vem curar corações e mentes
Esperança ele sempre traz                             (Bis)
Não fuma, não bebe, não grita
É o mensageiro da paz
Vamos saudar minha gente
A corrente de Pai Tomás                              (Bis)

Por Sandro Mattos
Jornal Umbanda Branca - ANO II – Nº 13 – MAIO/2006


O ESTALAR DE DEDOS


Resultado de imagem para o estalar de dedosEsta é uma das coisas que vemos e geralmente não nos perguntamos. Talvez por parecer algo de importância mínima. 

Nossas mãos possuem uma quantidade enorme de terminais nervosos, que se comunicam com cada um dos chacras de nosso corpo:

Dedo Polegar - Chacra Esplênico (região do baço), Indicador - Cardíaco (coração), AnularGenésico ou básico (base da espinha), Médio -  Coronal (alto da cabeça),  Mínimo - Laríngeo (garganta), na região quase central da mãoChacra Solar (estômago) e próximo ao monte de Vênus (região "gordinha" da mão) - Chacra Frontal (testa). 

Estas são algumas das terminações nas palmas das mãos, apenas para ilustrar a correspondência existente. 

O estalo dos dedos se dá sobre o Monte de Vênus e dentre as inúmeras funções conhecidas pelas Entidades, está a retomada de rotação e freqüência do corpo astral, descarga de energias negati-vas, além de certas condições psíquicas particulares, que ativam faculdades propiciatórias à magia e à mecânica de ordem astral. 
Fonte: Site Tenda Caxana - Helcinho

Jornal Umbanda Branca - ANO III – Nº 24 – MAIO/2007


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Melhora da saúde antes do desencarne

Resultado de imagem para melhora antes da mortePergunta: Como poderíamos entender a pressão exercida pelos parentes de um moribundo, na hora de sua desencarnação, obrigando-o a lutar contra a morte do corpo? 

Ramatis: O confrangimento, o desespero e a inconformação dos familiares e amigos, em tordo do agonizante, produzem filamentos de magnetismo denso, que imantam o espírito desencarnante ao seu corpo material, como se se tratasse de vigorosas cordas vivas a susterem a alma em agonia. Conforme podereis comprovar pela extensa literatura espírita, há casos em que os espíritos assistentes dos desencarnantes procuram neutralizar esses efeitos perniciosos, lançando mão do estratagema de restaurarem as forças magnéticas do agonizante e fazendo o seu organismo físico obter visível recuperação de vida. Ante a melhoria súbita - que é muito comum nos fenômenos da agonia - acalmam-se os temores dos familiares e cessa a angústia que retinha o espírito no corpo carnal; abrandam-se ou extinguem-se, então, os fios magnéticos que imantam o moribundo à carne, porque as mentes dos presentes também deixam de produzir essas forças magnéticas negativas e agrilhoantes, que resultam de grande ignorância espiritual dos encarnados a respeito do fenômeno da morte corporal e da imortalidade do espírito. Essa súbita convalescença na hora da agonia, muito comentada na Terra, é que deu lugar ao velho rifão; "Melhora do moribundo, visita da morte!"

 Fonte: Ramatis - "A Vida Além da Sepultura"
Extraído do Jornal Umbanda Branca - AnoIV – Nº. 35 – Maio/Junho/Julho-2008

segunda-feira, 26 de junho de 2017

LUZ ! CÂMERA ! MISTIFICAÇÃO !!!

Resultado de imagem para luz, câmeras, mistificaçãoIndignação. Esta é uma das tantas palavras que afloram na mente dos verdadeiros umbandistas, diante das várias situações negativas que infelizmente ocorrem em nosso meio religioso, e que, diga-se de passagem, nada têm a ver com a nossa Sagrada Umbanda.
A história é a mesma. Pessoas inescrupulosas, de comportamento vil, encarceradas pela vaidade e egocentrismo, atributos que constituem e comandam suas personalidades doentias, e que querem a, qualquer custo, ser o centro das atenções e discussões, nem que para isto tenham que macular a imagem da Umbanda. Para estes elementos de má índole, a Umbanda é vista, não como instrumento de ação espiritual positiva, de amor e caridade, mas sim como trampolim para se alcançar interesses pessoais e reprováveis.
Caro leitor, analisemos juntos e com serenidade espiritual uma situação que foge à observação de muitos, mas que merece ser trazida à tona, a fim de que a grande massa de umbandistas (os verdadeiros, é claro !!) possam ficar atentos e tirarem suas conclusões ante a determinadas atitudes que ferem frontalmente os princípios sadios de nossa religião.
É acontecimento natural, reflexo da necessidade humana em registrar eventos de relevância, ou como forma de organização histórica das Instituições, que durante uma Gira ou Sessão que tenham por fim saudar à Espiritualidade Superior, ou ainda comemorar o aniversário de fundação de um templo umbandista, que alguns adeptos (médiuns ou assistentes) queiram perpetuar tais momentos de maneira a terem uma fonte documental de referência segura contra possíveis lapsos de memória.
Deste modo, é comum observarmos pessoas utilizando-se de gravadores, máquinas fotográficas e câmeras de filmagem durante as várias cerimônias que se realizam nos terreiros. Até aí, nada demais, uma vez que não é um procedimento exclusivo da Umbanda, mais usual em outros segmentos religiosos. No entanto é certo e lógico que ao utilizarmos a tecnologia para determos nos instrumentos de captação sonora ou visual manifestações da Espiritualidade Superior, devemos ter em mente o caráter de impessoalidade durante estas ações. O importante nestas ocasiões é ter uma visão do que acontece como um todo, ou seja registrar em gravadores ou câmeras a exteriorização da espiritualidade de uma forma coletiva, em que cada médium se apresente como mera unidade instrumental para a manifestação dos espíritos.
Não se concebe a idéia de que Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Exus e Crianças, entidades de alta estirpe espiritual que militam na Corrente Astral de Umbanda, se manifestem nos terreiros e fiquem procurando as lentes de máquinas fotográficas ou filmadoras na intenção de verem captadas a sua imagem (na realidade a imagem do médium). É evidente que quando isto ocorre, não é por ação dos espíritos trabalhadores de nossa cristalina Umbanda, mas sim pela vaidade, pelo narcisismo e outros atributos negativos enraizados em algumas pessoas, que de umbanditas nada têm. Simulam incorporação com tal ou qual espírito e, sob tal mistificação, exteriorizam o seu verdadeiro "eu". Pedem para serem fotografados, fazem pose para as câmeras, estufando o peito e olhando para as lentes com ares de superioridade, parecendo mais intelectuais sendo fotografados ou filmados em eventos sociais. E não é só isto. A pessoa pode até estar incorporada, restando saber a que classe pertence o espírito que se manifesta através dela. Sabemos que espí- ritos ainda pouco esclarecidos se fazem passar (mistificam) por Caboclos, Exus, PretosVelhos etc., a fim de se infiltrarem nos templos umbandistas, promovendo a discórdia, a excentricidade, a confusão. Para estas entidades o flash de uma máquina fotográfica ou o refletor de uma câmera filmadora funcionam como grandes massageadores de ego, apegados que estão aos vícios, sentimentos e desejos humanos.
Os espíritos laboradores de nossa religião encaram fotografias, filmagens e gravações como algo sem nenhuma significância, mas as toleram por necessidades e desejos humanos. De igual forma, médiuns sérios jamais se preocupam em "sair na foto ou na fita", pois sabedores que nos trabalhos de terreiro é a Umbanda que deverá ser o único foco das atenções e exaltações.

Aos leitores: Luz, Câmera, Atenção !!!

Fonte: Site A Umbanda com Amor

Extraído do Jornal Umbanda Branca, ANO IV – Nº. 35 – MAIO - JUNHO - JULHO / 2008

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A RAIZ INDÍGENA NA UMBANDA

Imagem relacionadaEmbora muitos não acreditem e não aceitem, a Umbanda é uma religião cristã e genuinamente brasileira. Neste contexto, a abordagem que far-se-á é indigenista e não africanista. Por quê? Devido à supervalorização, até por parte de muitos umbandistas, da cultura negro-africana, do culto aos Orixás das nações de Candomblé, criou-se uma ofuscação da questão indígena. Facilmente encontramos vasta literatura a respeito da cultura africana e muito pouco, quase nada, sobre a riquíssima indígena brasileira no que se refere a Umbanda, sendo esses índios formadores de nossa raiz ancestral e cultural. Muitos irmãos de fé dizem que a raiz-origem da Umbanda está na África. Muitos até dizem ser a Umbanda uma ramificação do Candomblé. Um fato inquestionável e indiscutível, na minha opinião (Hugo Saraiva), é que os negros africanos muito contribuíram para o surgimento do que hoje chamamos de Umbanda em solo brasileiro, mas, acredito que a raiz da Umbanda esteja na Espiritualidade. Utilizou-se ela (a espiritualidade) da miscigenação das raças e pluralidade cul-tural e teológica existente no Brasil para difundir uma "religião única", baseada na caridade e no amor ao próximo. Por ser uma filo-religião dos espíritos de Deus, os mesmos, com a permissão de Oxalá, se apresentam no mundo físico numa forma de pronto-socorro espiritual, religando o homem ao Divino através de seu en-contro e harmonização com as forças da natu-reza. Podemos então perceber que a raiz da Umbanda não está no Homem, mas sim no Espírito de Deus. Talvez devido a este fato, a Umbanda não tenha uma codificação, como o espiritismo (kardecismo) tem. Não tem um codificador (apesar de muitos irmãos quererem codificá-la) justamente para não criar certos dogmas e mitos, para não impor uma concepção única a respeito da Espiritualidade, dando-se a liberdade para que os irmãos se utilizem dos segmentos teológico-religioso que mais tiver afinidades, mas sabedor que só se chega ao Pai Maior utilizando-se da caridade desinteressada como prova de amor ao próximo, praticando assim o Evangelho de Jesus, tal qual nos foi revelado. A raiz africanista de que muitos irmãos falam, parte da forte influência da cultura negra no processo de miscigenação que "fundou" nossa religião. No entanto, esses mesmos irmãos não atentaram a analisar a Umbanda sob a perspectiva indígena. Ao chegarem os brancos europeus e posteriormente os negros escravos no Brasil, já existia aqui uma raça e uma cultura predominante: os Tupi-Guaranis e Tupinambás. Os índios, na época, já tinham seus ritos religiosos e magísticos, danças típicas como a Aruanã, danças totêmicas dos Tupis, tambores, amplo
conhecimento do poder das ervas, a faculdade mediúnica da vidência, cultuavam e reverenciavam as forças da natureza como manifestações da Divindade, tendo cada uma, um deus respectivo, que, inclusive, podemos associar aos Orixás da Umbanda. Vejamos a teogonía indígena:
 
 
Nome
Significado
Na Umbanda
Tupã
Deus Sol
Deus/Zambi
Caramuru
Deus Trovão
Xangô
Aimoré
Deus Caça
Oxóssi
Urubatã
Deus Guerra
Ogum
Yara
Deus Água
Yemanjá
Jandirá
Deus Rios
Oxum
Mitã
Criança
Ibeijadas
Jurema
Divindade
Caboclas
Estes são alguns exemplos e creio que muitos irmãos devem estar surpresos com estas informações, pois não costumamos valorizar nossa própria cultura, nossa brasilidade. Percebemos aqui, semelhanças entre cultos e rituais afro e indígenas. Raças diferentes, continentes dife-rentes, culturas diferentes. Tudo coincidência? Acredito eu, que tudo isto mostra a Essência Divina que se manifesta em todas as partes, de acordo com a cultura, a estrutura social e a he-rança religiosa de cada povo.
Fonte: Site A Umbanda com amor
Extraído do Jornal Umbanda Branca - Ano IV – Nº. 32 – Janeiro/2008

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Por que surgiram tantas diferenças ritualísticas entre as tendas umbandistas?


As diferenças surgiram justamente porque a Umbanda abriu portas para espíritos das mais diversas classes evolutivas e com graus de conhecimentos diferentes entre si.
O que um Guia sabe o outro poderá não conhecer, pois também são espíritos em evolução e aprendizado constantes. Também não podemos esquecer que cada entidade tem sua personalidade e, através do seu nível vibracional, atuará em trabalhos específicos, dentro de um conhecimento próprio e de um fundamento direto com sua linha, falange, banda, etc.
Como a Umbanda não tem um livro único, e baseia-se principalmente na orientação dos mentores espirituais de cada templo, cada casa umbandista é um universo próprio. Por exemplo: uma casa dirigida por um Caboclo de Oxalá dificilmente se assemelhará a uma dirigida por um Baiano. O mesmo pode ser notado entre uma tenda comanda por um PretoVelho das Almas, de outra orientada por um falangeiro de Ogum. Como dito anteriormente, são personalidades e fundamentos totalmente diferentes.
Óbvio que vários serão os detalhes semelhantes em todas as casas, pois, se assim não fosse, a Umbanda não poderia ser uma religião, uma vez que, para ser considerada como tal precisa ter uma base similar, mas certas particularidades surgiram e continuam surgindo a cada dia, de acordo com os ensinamentos que os Guias e Mentores de Luz vão repassando aos filhos de fé, afinal de contas, se este orbe é uma grande escola, a Umbanda é a nossa sala de aula.

Texto de Sandro C. Mattos – 26/08/2008
Extraído do Jornal Umbanda Branca - edição nº 40 - junho/setembro-2009

sexta-feira, 19 de abril de 2013

XANGÔ E O SINCRETISMO

XANGÔ E SUAS CLASSIFICAÇÕES

Orixá das pedreiras e da justiça, Xangô é sincretizado com vários santos católicos, uma vez que o próprio Orixá possui diversas classificações. A associação mais comum na Umbanda é a de Xangô a São Jerônimo, mas essa não é a única. Podemos destacar o sincretismo entre Xangô Agodô e São João e Xangô Aganju a São Pedro. E é por isso que, aproveitando os festejos juninos, muitos terreiros realizam suas homenagens ao Orixá da Justiça, já que o dia de São Jerônimo é 30 de setembro (na época em que a maioria das tendas está voltada às comemorações do dia de São Cosme e Damião – 27 de setembro). Alguns até acendem a chamada “Fogueira de Xangô”, que deve ficar em brasas até o final da festa. Normalmente os falangeiros do Senhor das Pedreiras são caboclos e pretos-velhos, muito embora outros espíritos que possuam afinidade ao trabalho de Xangô também possam trabalhar na Linha.
Saravá! Xangô. Caô-cabiecilê!

Fonte: texto de Sandro da Costa Mattos - APEU - scm-bio@bol.com.br - editor JUB
São Jerônimo – O tradutor das Leis Divinas
Natural da cidade de Estrito, Dalmácia, Jerônimo foi renomado monge escritor, cuja vida foi inteira-mente devotada aos estudos, à reflexão e a auto-disciplina. Secretário particular do Papa Dâmaso, foi o responsável pela versão dos textos originais da Bíblia para o latim, conhecida hoje como Vulgata. Depois da morte de Dâmaso, foi para a Terra Santa, deixando várias obras escritas. É cha-mado “Doutor máximo das Escrituras”.

Fonte: impressos Unidos pela Fé.

PONTOS DE XANGÔ
Xangô é como lírio, nasceu na beira d’água (Bis)
Nasceu e se criou, nasceu na beira d’água (Bis)

Saravá Xangô e a Coroa de Zambi (Bis)
Hoje é dia de festa, já se fez toda a paz,
É dia de justiça, Xangô é quem pode mais.

Xangô é corisco, nasceu das trovoadas (Bis)
Ele mora na pedreira
E levanta de madrugada

Xangô quando vem, vem da mina de ouro,
Vem, vem, vem, vem da mina de ouro.

Fonte: Jornal Umbanda Branca - ANO II – Nº 14 – Junho/2006

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

JORNAL UMBANDA BRANCA
Edição 41 - Janeiro/2012



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