Nossa história


Pai Silvio e Mãe Cleide - 2011
 O dirigente espiritual da APEU, Silvio Ferreira da Costa Mattos ou apenas, Pai Silvio, sempre foi uma pessoa muito religiosa. Seus primeiros contatos com o espiritismo aconteceram quando ainda criança, num dos três orfanatos em que viveu, onde aconteciam sessões de mesa branca e as crianças eram obrigadas a participar como assistentes. Depois que deixou esse orfanato, passou a frequentar o catolicismo. Fiel assíduo em várias igrejas, chegou a congregar numa comunidade de Filhos de Maria, na Igreja menino Jesus no Bairro do Tucuruvi, na zona norte da cidade de S.Paulo.
Aos 15 anos começou a sofrer com problemas de saúde, como falta de ar e desmaios repentinos, às vezes, caindo no meio da rua. Num desses desmaios, foi informado por uma senhora que era médium e que precisava procurar uma casa espírita, o que de imediato foi recusado, afinal era católico e isso não poderia ser coisa de Deus.

Na época morava com sua tia Yolanda, frequentadora do centro dirigido por essa senhora, chamada Brígida Gonzales Minatti, cujo mentor espiritual era um índio: Chefe Brogotá. Porém numa noite de frio, sem ter o que fazer, resolveu assistir aos trabalhos espirituais. Mais uma vez passou mal e descobriu que era por causa de um espírito que o acompanhava (um amigo seu de infância que morreu afogado na cidade do Rio de Janeiro), pois havia descoberto nele, caminhos para se comunicar, ou seja, sua mediunidade aflorada.
Lendo os livros básicos de Kardec, passou a encontrar respostas para muitas questões que ele tinha e não eram respondidas pela Igreja e resolveu abraçar de vez o espiritismo.

1º Congá - 1981
Já incorporado à mesa, em 1962 aconteceu a manifestação do Caboclo Ubatuba, dizendo que seu "cavalo" tinha a missão de abrir sua casa, não naquele momento, pois o médium ainda precisava aprender muito para tamanha responsabilidade.

Tempos depois, Pai Silvio passou a frequentar a Tenda de Umbanda Pai Domingos, no bairro de Vila Formosa, dirigido pelo saudoso Pai Antônio Valentin. Foi nessa casa simples, de fundo de quintal, humilde mas de extrema força espiritual, que Pai Silvio adquiriu sua condição de sacerdote, muitos anos após as palavras de Seu Ubatuba, não antes de tornar-se um médium desenvolvido e de adquirir muito aprendizado, tanto com seu dirigente, como com as entidades, na literatura e principalmente através de pesquisas in-loco, vendo trabalhos das mais variadas espécies, sempre a título de estudo.
Em 17/01/1981, ainda sem sede própria, a APEU foi fundada. Inicialmente os trabalhos eram praticados num pequeno espaço (na cozinha) da residência do dirigente. Pai Silvio e sua esposa, a Mãe-pequena Cleide, com o auxílio de parentes e amigos, iniciavam ali uma missão difícil, mas prazerosa, que era a prática da caridade sem qualquer outro interesse que não fosse a ajuda aos irmãos necessitados. Era apenas o começo de uma missão árdua, cumprida fielmente por aquele que aos 15 anos foi informado de que seria um dirigente espiritual umbandista.

Grupo de médiuns na inauguração
do templo em 1982
No início, o ritual utilizado era como o da maioria dos templos umbandistas, com uso de fumo e ingestão de bebidas alcoólicas pelos Guias incorporados. Porém, um ano depois, já no templo sede, o Caboclo Ubatuba informou que, a partir daquela data, não seria mais permitido o uso desses elementos nos trabalhos, dando as devidas explicações pela mudança. Desde então, tal ordem sempre foi respeitada, tanto pelos médiuns, como pelas Entidades, inclusive aquelas que porventura vieram a se manifestar em muitos dos visitantes recebidos ao longo destes anos.

O lema da APEU sempre foi "SERVIR O PRÓXIMO", e nem mesmo momentos difíceis, como o incêncio ocorrido em agosto de 1985, conseguiram abalar a fé de seus integrantes.
Grupo de médiuns - 2008
Como instituição religiosa, a APEU, sempre que pôde abriu suas portas para mostrar a importância da Umbanda na sociedade, seja através dos sacramentos realizados (casamentos, batizados e encomendação de alma de desencarnados), ou pelos cursos gratuitos. Nos anos 80 e 90, ficou muito conhecida pela distribuição de doces e brinquedos nos festejos de São Cosme e Damião, chegando a presentear mais de 1500 crianças numa só tarde.
Depois de tantos anos, assim como uma árvore que cresce, já deu seus primeiros frutos com casas comandadas por dirigentes que fizeram parte de sua corrente e hoje seguem os ensinamentos do Caboclo Ubatuba.

Um comentário:

Stênio Augusto Mesquita disse...

Eu Amo muito, esta Casa de Alegria, Harmonia e Fé ! Saravá o Caboclo Ubatuba e seus mensageiros de luz ! Saravá a Umbanda !