domingo, 5 de maio de 2013

Em breve - fotos das festividades da APEU de 2013...

Fiquem ligados no nosso blog.
Em breve colocaremos as fotos das festividades e eventos realizados pela APEU em 2013.

Aproveitem e visitem nosso site www.apeu.rg.com.br

Conheçam também a Rádio Raízes de Umbanda - www.raizesdeumbanda.com

segunda-feira, 22 de abril de 2013

27 de ABRIL - FESTA DE OGUM NA APEU - PRÓXIMO SÁBADO

Aulas Canceladas - 22 e 23/04/2013

As aulas de hoje e amanhã das turmas dos cursos de Iniciação e Aperfeiçoamento Mediúnico e Básico de Umbanda Módulo 1 foram canceladas, devido ao procedimento cirurgico que nosso dirigente e orientador dos mesmos passou perto do horário do almoço.

Pai Silvio está no Hospital Salvalus e hoje ficará na UTI.

Já na quarta-feira tem aula normal do curso de cânticos.

Qualquer dúvida, entre em contato (11) 9-6852-8430 - falar com Sandro Mattos.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

XANGÔ E O SINCRETISMO

XANGÔ E SUAS CLASSIFICAÇÕES

Orixá das pedreiras e da justiça, Xangô é sincretizado com vários santos católicos, uma vez que o próprio Orixá possui diversas classificações. A associação mais comum na Umbanda é a de Xangô a São Jerônimo, mas essa não é a única. Podemos destacar o sincretismo entre Xangô Agodô e São João e Xangô Aganju a São Pedro. E é por isso que, aproveitando os festejos juninos, muitos terreiros realizam suas homenagens ao Orixá da Justiça, já que o dia de São Jerônimo é 30 de setembro (na época em que a maioria das tendas está voltada às comemorações do dia de São Cosme e Damião – 27 de setembro). Alguns até acendem a chamada “Fogueira de Xangô”, que deve ficar em brasas até o final da festa. Normalmente os falangeiros do Senhor das Pedreiras são caboclos e pretos-velhos, muito embora outros espíritos que possuam afinidade ao trabalho de Xangô também possam trabalhar na Linha.
Saravá! Xangô. Caô-cabiecilê!

Fonte: texto de Sandro da Costa Mattos - APEU - scm-bio@bol.com.br - editor JUB
São Jerônimo – O tradutor das Leis Divinas
Natural da cidade de Estrito, Dalmácia, Jerônimo foi renomado monge escritor, cuja vida foi inteira-mente devotada aos estudos, à reflexão e a auto-disciplina. Secretário particular do Papa Dâmaso, foi o responsável pela versão dos textos originais da Bíblia para o latim, conhecida hoje como Vulgata. Depois da morte de Dâmaso, foi para a Terra Santa, deixando várias obras escritas. É cha-mado “Doutor máximo das Escrituras”.

Fonte: impressos Unidos pela Fé.

PONTOS DE XANGÔ
Xangô é como lírio, nasceu na beira d’água (Bis)
Nasceu e se criou, nasceu na beira d’água (Bis)

Saravá Xangô e a Coroa de Zambi (Bis)
Hoje é dia de festa, já se fez toda a paz,
É dia de justiça, Xangô é quem pode mais.

Xangô é corisco, nasceu das trovoadas (Bis)
Ele mora na pedreira
E levanta de madrugada

Xangô quando vem, vem da mina de ouro,
Vem, vem, vem, vem da mina de ouro.

Fonte: Jornal Umbanda Branca - ANO II – Nº 14 – Junho/2006

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Vamos passar a vassoura?

Talvez para alguns o título de tal matéria sugira a idéia de se realizar uma grande e salutar depuração dentro do Movimento Umbandista, isolando de nosso meio religioso certos indivíduos (médiuns) que insistem tentar macular o nobre e perene labor da Espiritualidade, expondo negativamente a religião e colocando em risco a missão de honrados e abnegados medianeiros de nosso referencial de fé. No entanto, deixemos este assunto para um futuro próximo, lembrando que ninguém engana o mundo espiritual, colhendo cada um aquilo que semeou. Nossas observações serão direcionadas para o atual estado do físico das instalações onde se desenvolvem os trabalhos litúrgico-magísticos de nossa Divina Umbanda.

Sabemos, ou deveríamos saber, que os Templos Umbandistas são uma extensão de nossos lares, a nossa segunda casa, onde vivenciamos os fatos e atos de nossa jornada encarnatória, devendo por isso receber os mesmos cuidados de manutenção, a fim de podermos usufruir da alegria e da satisfação de ali estarmos, recebendo os eflúvios visuais de ambienta limpo e organizado.

Alicerçados pela idéia supracitada, é crucial que os responsáveis pela administração material dos terreiros fiquem atentos às necessidades reclamadas pelas dependências internas e externas daquele espaço de caridade, onde seus partícipes (médiuns e assistentes) devem sentir prazer e orgulho de serem membros de iluminada seara de amor, sorvendo e refletindo a terceiros a benéfica atmosfera presente no lugar.

Asseveramos o quanto faz bem àqueles que exercem funções templárias ou procuram socorro espiritual, observarem a instituição que freqüentam ter como um de seus atributos maiores a conservação e a limpeza da edificação. E como é bom sentirem-se integrados a uma Casa Umbandista bem pintada, com vestiários e banheiro em completa assepsia, salão de trabalhos mediúnico-espirituais organizado’limpo e suavemente aromatizado, assistência com assentos em perfeito estado de uso, iluminação adequada etc., peculiaridades condizentes com um lugar sagrado, ascencionado e vibrado.

Não queremos dizer com isto que as instituições umbandistas devam se transformar em palácios suntuosos, ricamente ornamentados, onde a vaidade, a arrogância e a luxúria se apresentem sem-igual.Deixemos que alguns núcleos ditos protestantes realizem ou continuem a realizar tal empreitada, uma vez que se constituem em empresas arrecadadoras de dinheiro, e como tais precisam se valer do impressionismo visual para atrair os incautos e assim alcançarem sua finalidade espoliatória.

Afirmamos sim que os terreiros podem e devem ter fachada simples, mas conservada; piso de cimento bruto, mas lavado; cantina e banheiros pequenos’mas limpos e com material de higiene; bancos ou cadeiras da assistência toscos, porém aptos a serem utilizados.

Muitos poderiam estar pensando que é muito fácil falar dos problemas e de suas soluções, sendo na prática difícil de resolve-los. Concordamos em parte com os que assim pensam. Realmente vivemos dias difíceis financeiramente falando, e fica prejudicada a doação de numerário para o templo. Mas é justamente nestes momentos que devemos nos valer de nossa criatividade e do amor que temos pela Umbanda para dirimirmos ou equacionarmos tais desafios. Conhecemos muitos terreiros que realizam campanhas periódicas com finalidades específicas, como por exemplo para a pintura do prédio-sede, reforma de banheiros e vestiários, para a construção ou reforma da cantina, colocação de pisos cerâmicos etc. Deste modo o dinheiro é arrecadado de forma suave, em certo tempo, não sacrificando as economias dos colaboradores.

Além das campanhas periódicas, da cantina e das mensalidades dos associados, uma outra fonte de captação de recursos, que é legal, legítima e correta é a realização de almoços,chás e bingos beneficentes, onde além de se estreitar os laços de fraternidade entre os freqüentadores do lugar religioso, há a oportunidade de se conseguir moeda corrente para a realização de obras e serviços.
O que não se admite é a desídia, o pouco caso revelado por alguns administradores no tocante as precárias condições estruturais e de higiene das instituições umbandistas sob suas responsabilidades. São vestiários e banheiros sujos, desarrumados, cantina sem as mínimas condições de uso, congas empoeirados, cortinas encardidas, assentos quebrados, salão de atendimentos imundo, goteiras, vazamentos hidráulicos, paredes com infiltração, lâmpadas queimadas, curto-circuito, e uma série de outras situações lamentáveis que inviabilizam total ou parcialmente os trabalhos umbandistas.

Costumamos ouvir de alguns como justificativa ao comportamento que citamos acima de que os espíritos atuam em qualquer lugar, sob qualquer estado, em qualquer hora, sem se importarem com tais questões já apresentadas. Ledo engano.

Ë notório que as condições de limpeza e organização de um terreiro são ferramentas de valor para os bons espíritos em suas atividades. Um pouco de raciocínio e descobre-se o que a assepsia material pode fazer percutir no plano espiritual.

Presidentes administrativos de terreiros, diretores materiais de culto, comandantes físicos, chefes mediúnicos, tenhamos um pouco mais de amor, atenção e cuidado para com a conservação dos Templos Umbandistas, ações que com certeza irão espelhar nosso respeito à SAGRADA LEI DE UMBANDA.

Salve a Umbanda !!!!
 
Fonte: Jornal Umbanda Hoje

Mensagens de Paramahansa Yogananda - Oração

Você não pode apenas sentar e esperar que o sucesso caia no seu colo; uma vez que o percurso for estabelecido e sua vontade for firme, você tem que fazer um esforço prático. Então verá que as coisas necessárias para o seu sucesso começarão a chegar. Tudo o empurrará na direção correta. Na sua divina sobrecarga, a força de vontade é a resposta para a prece. Quando você usa essa vontade, abre o caminho através do qual suas preces podem ser respondidas.

Paramahansa Yogananda, "A Eterna Busca do Homem"



Assim como você não pode transmitir uma mensagem através de um microfone danificado, também não poderá enviar preces ao Pai Celestial através de um microfone mental que esteja desarmonizado pela inquietação. É através da profunda tranquilidade que você pode consertar seu microfone mental, aumentando a receptividade de sua intuição. Aí então você será capaz de efetivamente irradiar para Ele e receber as Suas respostas.

Paramahansa Yogananda, "A Lei do Sucesso".

terça-feira, 2 de abril de 2013

ENTENDA - A RAIZ DA APEU


“NENHUMA ESCOLA ENSINA TODO O SABER, MAS TODO SABER ENSINADO POR UMA ESCOLA DEVE SER COERENTE E ESTAR EM SINTONIA COM SUA AÇÃO.”

“Aquele que conhece os ensinamentos de uma raiz e os pratica em sua vida diária alcança a felicidade em sua plenitude”.
 
A APEU é uma casa tradicional, que tem sua raiz vinculada à casa do saudoso Pai Antônio Valentim, a Tenda de Pai Domingos que existiu por mais de 50 anos no bairro da Vila Formosa.
Pai Antônio dirigiu esta casa até o início dos anos 80, quando fez sua passagem ao mundo espiritual.
Os rituais da casa são fundamentados, basicamente, sob influência de sua raiz, somada ao conhecimento do nosso mentor, Caboclo Ubatuba, que tem em sua formação, bases religiosas que vão da pajelança indígena (passadas pelo sacerdote da sua tribo), ao conhecimento espiritual do seu Pai Mukua Mukunda, um grande lider espiritual negro, que alimentou seu filho com ensinamentos que vinham das religiões orientais e do povo afro. Juntando-se a isso, ele ainda foi um índio catequisado pelos jesuítas, e não pelo poder da força bruta, mas sim, por uma força espiritual que o atraía para tudo que pudesse aumentar seu conhecimento sobre as forças divinas.
Foi assim que se firmou a Raiz do Caboclo Ubatuba, indicando sua forma especial de se praticar a Umbanda, visando, acima de tudo, a evolução espiritual do ser humano e a prática da caridade e o amor ao próximo.
E tudo isso sem perder a tradição, sem perder a essência que veio da semente que brotou da árvore de Pai Domingos.
 
O que determina nossa raiz:
 
- Atendimento gratuito;
- Incentivo ao aprendizado, que na casa, é gratuito e difundir os ensinamentos espirituais;
- Não utilizar ingestão de bebidas alcoólicas pelas entidades manifestadas;
- Não utilizar fumo pelas entidades manifestadas;
- Não realizar trabalhos de magia-negra ou amarração;
- Utilizar-se, acima de tudo, do poder da prece;
- Não realizar, sob hipótese alguma, sacrifícios de animais;
- Não fazer trabalhos que causem prejuizos a terceiros;
- Fazer, quando necessário, trabalhos da Linha Kardecista;
- Praticar a caridade livre e desinteressada;
- União e respeito entre os irmãos da corrente mediúnica;
- Crer no poder de Jesus Cristo, o Mestre Nazareno.
- Não trocar o seu momento de buscar o sagrado ou de representar sua religião, pelas coisas passageiras da vida terrena.
- O amor a todas as formas de vida.
- Manter as tradições como: o respeito à hierarquia, o respeito às entidades,  o resguardo da Quaresma, o uso da roupa branca, independente de ser gira de direita, esquerda ou festa em homenagem a orixás e falangeiros (exceto na Festa da Cabocla Jurema, quando usamos camiseta verde simples).
 
Por estas características, nos classificamos como uma casa da Linhagem de Umbanda Branca, principalmente por pregarmos uma Umbanda essencialmente cristã, pelo não uso do fumo, das bebidas alcoólicas, da gratuidade em tudos os trabalhos realizados e por prezar a vida, não utilizando-se, jamais, do sacrificio ou mutilação de animais em seus rituais. É bom explicar que não existe relação desta denominação com uma maior ou menor influência negra, branca ou indígena do ritual, como alguns já tentaram colocar, mas apenas, é uma forma de expressar que praticamos a religião umbandista, voltando nossos olhos, muito mais, para o aspecto espiritual do que material do ser.
 
Quer nos conhecer?
Nossas sessões espirituais acontecem às sextas-feiras a partir das 20:30 horas.
Todos os assistentes tomam passe. Consultas, pedimos que sejam marcadas com antecedência pelo telefone (11) 2911-4198, para que os trabalham não se estendam demais.
 
Rua Romildo Finozzi, 137 - Jardim Catarina - zona leste
São Paulo - SP
Estamos a 10 minutos do Shopping Aricanduva, na altura do 2057 da Av. Barreira Grande.
 
Dirigente espiritual: Pai Silvio Mattos
Mentor espiritual: Caboclo Ubatuba - Linha de Oxalá
 
APEU - Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba
Fundada em 17/01/1981
32 anos de fé, amor e caridade
 
Por Sandro Mattos

quinta-feira, 28 de março de 2013

SER MÉDIUM

Ser médium, de forma geral, é uma grande dádiva que nos é concedida por Deus, sempre no sentido do nosso aprimoramento espiritual. O importante, como afirmam os amigos espirituais, não é ser médium, é ser um bom médium.
Ser um bom médium é, certamente, estar em sintonia o mais perfeitamente possível com os planos do Cristo Jesus na ação de redimir e conduzir as pessoas à uma vivência real da sua existência, que é a de ascender, destruindo a ignorância, mãe da superstição e crendice, para uma vida em conformidade com o Plano de Deus para o ser humano, encontrar-se, encontrando Deus em si, para encontrar a felicidade tão almejada e inata em todos.
Não existe possibilidade de ser um bom médium se não se adota como regras essenciais de sua vivência mediúnica o estudo e a disciplina. O conhecimento desmitifica o mediunismo, e mostra o quão natural é o processo mediúnico; a disciplina facilita o afastamento do excesso de animismo e assenta o médium na humildade.
Mediunidade não é fenômeno sobrenatural ou mágico, é o uso natural do aparelho físico do médium, a partir do consentimento do mesmo, para que juntos possam, médium e guia, espalhar a palavra de conforto, ensinamento, e de ajuda através das manipulações energéticas, sempre no sentido de mostrar a grande misericórdia de Deus e a necessidade de reforma íntima, de aprimoramento moral, para se conquistar a real paz e alegria, que é a felicidade almejada, mesmo que inconscientemente. Ora, se oferecemos o nosso aparelho físico para ser usado pelos amigos desencarnados é preciso que o aparelhemos, para que possa ser hábil e apto às comunicações dos Guias e Mentores.
Ilusão mentirosa pensar que o guia faz tudo sozinho, pois a mediunidade psicofônica (incorporação) é uma mediunidade de efeito intelectual, ou seja, é realizada na intelectualidade do médium, no uso de seu cérebro físico como receptor, decodificador e transmissor das mensagens espirituais. Não havendo códigos doutrinários, evangélicos, racionais formados pelo conhecimento adquirido, o médium será deficiente na possibilidade de decodificar intelectualmente as mensagens doutrinárias e evangélicas dos Guias e, pior, em se tratando de médium fantasista e supersticioso, essas mensagens serão fonadas cheias de deturpações e vícios supersticiosos de propriedade do medianeiro. Se o trabalho mediúnico é feito a dois, médium guia, a contribuição do médium será um fracasso no que concerne ao plano cristico de esclarecimento e elevação mental e espiritual, através do mecanismo mediúnico.
Não existe milagre na mediunidade, mas um evento natural de ligação mental entre o medianeiro e o irmão espiritual a se comunicar, seja através da palavra, dos gestos ou das manifestações físicas.
Muitas vezes médiuns verdadeiros, mas atacados de escrúpulos, o que é outro grande erro prejudicial ao desenvolvimento mediúnico, nos falam da sua excessiva preocupação com o famoso e famigerado animismo.
Vejam bem, existe sempre animismo em qualquer tipo de mediunidade, pois o aparelho que está sendo usado é o corpo físico do médium, que está habitado, ligado ao espírito do mesmo. As atuações, idéias, etc, do espírito comunicante passam pela vivência, conhecimento e experiência do médium para chegarem ao mundo físico, portanto sempre haverá animismo, ou seja, a presença da anima, da alma do médium. Esse, como diz Ramatis, é um animismo sadio, quando o médium é maduro, consciente da sua responsabilidade e aparelhado com conhecimentos doutrinários e evangélicos que afastem da sua memória intelectiva as sombras da ignorância, das crendices e superstições, que podem até fascinar as pessoas sem conhecimento e maturidade espiritual, mas não ajuda, não eleva, não conduz à libertação, razão da mediunidade nos Planos do Cristo. Esse seria um animismo pernicioso e ruim.
Voltando a Ramatis, lembramos o seu ensinamento a respeito da mediunidade sem sombras de superstições e ilusões. Ele compara a mediunidade a uma xícara que contém café com leite. O café é o médium, o leite o guia. Ocorre a mistura, o café não é mais apenas café e o leite não mais apenas o leite, trata-se de café com leite. Agora, a maior ou menor quantidade de café ou de leite na xícara, que seria o medianeiro, depende do médium. Da sua seriedade, maturidade, fé, confiança e conhecimentos.
A mediunidade se processa de forma natural quando, nos momentos competentes e nos lugares certos, o guia envolve o perispírito do médium com suas energias mentais e emocionais. O perispírito do médium, como é natural, projeta esse envolvimento ao Duplo Etérico do medianeiro que, automaticamente, pelas rasuras existentes na sua tela etérica comunica essas energias mentais e emocionais ao corpo físico desse médium, mediunizando-o, ou seja, tornando-o medianeiro, instrumento comunicador das idéias e sentimentos do guia comunicante.
Nada, portanto, de sobrenatural, apenas o exercício, planejado pela espiritualidade, de trabalho conjunto pela caridade, para ajudar na ascensão da humanidade.
Outro fator importantíssimo para a realização da mediunidade com Jesus é a disciplina. Os guias são espíritos que estão inseridos num processo evolutivo já consciente e irmanados à vivência espiritual da busca de Deus. São profundamente disciplinados, pois a ordem e o respeito são fatores preponderantes ao bom andamento evolutivo, que afasta a interferência das sombras, onde habitam espíritos indisciplinados, motivados pela ignorância. Sempre digo que quando há movimentos de indisciplina, desrespeito à hierarquia e à filosofia da Casa onde médium-guia trabalham, não se trata do espírito comunicante e sim da interferência do médium.
Guia não invade o livre arbítrio do médium, não cria desordens, não atrapalha a evolução dos seus aconselhados, não perde tempo com futilidades, mas aproveita todas as oportunidades, quando presentes na mediunidade do encarnado, para doutrinar, ensinar e evangelizar. Creio ser esse o sintoma prático de uma boa incorporação.
Diz o Pai Tomé que Umbanda não é teatro e terreiro não é tablado para apresentação de irmãos carentes, desavisados e vaidosos. Daí a necessidade da disciplina num Templo Umbandista. Disciplina que ensina, que ordena e organiza o trabalho religioso de um Templo, que deve ser Igreja onde se ora, Escola onde se ensina e Hospital onde se trata. Como existir essa bela realidade sem disciplina que organiza e favorece a organização de uma Casa dedicada ao trabalho de caridade com Jesus? Gosto da frase de André Luiz quando diz: Caridade sem disciplina é perda de tempo.
Médium que não aceita ou não quer se adaptar à disciplina do seu Templo, não está buscando espiritualidade e o intercâmbio sadio com o plano espiritual, mas sim preencher seus problemas carenciais e emocionais com a religião que satisfaça aos seus desejos e caprichos. Trata-se de mais uma máscara do ego, que só plantará mais o indivíduo na superficialidade e sentimentalismo vazio. E isso não é mediunidade com Jesus.
A mediunidade será sempre uma oportunidade dada pela misericórdia divina para que reconquistemos oportunidades perdidas em encarnações passadas, ressarcindo as dívidas contraídas com a Lei Universal pela nossa inércia e preguiça de caminhar com Jesus, nos caminhos da evolução espiritual. Quantos médiuns continuam a se perderem nos emaranhados da vaidade, do orgulho e da ignorância, pulando de Templo em Templo, sem se estabilizarem em nenhum e sempre culpando esses Templos sem se darem a oportunidade de, humildemente, enxergarem a sua vaidade e orgulho, quando não sua preguiça em se lançar na labuta do estudo, da disciplina e do trabalho. Lembremo-nos que: Tolo é aquele que naufragou seus navios duas vezes e continua culpando o mar (Publio Siro)
Emmanuel dizia a Chico ser necessário para trabalhar com ele de disciplina, disciplina e disciplina. Pai Ventania diz ser necessário para trabalhar com ele de austeridade, austeridade e austeridade.
Ele entende austeridade como seriedade no comportamento que implica em respeito e acatamento aos preceitos disciplinares contidos no Regimento Interno, respeito e acatamento à hierarquia constituída, respeito e acatamento ao ambiente que deve ser marcado pela religiosidade e fé, na busca da interioridade e crescimento espiritual. Ele sempre nos alerta dizendo que:
Todas as atividades num Templo que tenha a marca da espiritualidade, inclusive na Umbanda, devem ser realizadas no espírito de silêncio, seriedade, austeridade, prece e reflexão.
Em todos os aposentos de um Templo Umbandista os médiuns de sua corrente devem agir com esse mesmo espírito, não transformando o hospital, escola e igreja, que deve ser todo o ambiente do Templo, num lugar de conversas, exterioridades e conchavos.
Não transforme nunca o seu Templo num clube de amigos ou local de encontros, na ânsia insana de saciar a carência, ainda imatura, de aceitação e afetividade, o que, sem dúvida, acarretará, mais cedo ou mais tarde, fofocas e conversas fúteis, fáceis de serem aproveitadas pelos irmãos das sombras na sua ânsia de destruir as casas sérias e comprometidas com Jesus e a Alta Espiritualidade.
Cada médium, partícipe da corrente do Templo, deve agir de forma correta em sua posição e comportamento, e assim exigir de seus companheiros comportamento adequado à seriedade e crescimento espiritual que a espiritualidade exige.
Sejam, meus filhos, médiuns austeros e idealistas na construção e conservação do seu Templo espírita, que só será real e concreto se estiver plantado na disciplina, no estudo e no trabalho.
Você é responsável pelo Templo em que militas e, não se esqueça, responderá ante a Lei pela sua atuação e comprometimento com tudo aquilo que fuja do ideal de verdadeira fé, segurança e caridade.
O Templo pertence a Jesus e à Espiritualidade, e devemos estar nele respeitando os seus verdadeiros donos e agindo de acordo com suas orientações de disciplina, piedade, oração e trabalho. (Cab. Ventania de Aruanda)
O trabalho do médium é marcado pelo amor. Esse amor, para ser real, se expressa através da humildade, esforço e confiança no chamado para o exercício mediúnico e nunca por meio de sentimentalismos e superficialidades de quem ouve, aceita mas, na hora da prática burla essa disciplina ou age como se a mesma não fosse para ele, parece que dá uma amnésia irresponsável que, com certeza vai repercutir no todo, pois somos elos de uma mesma corrente.
O importante não é só aprender, mas utilizar os conhecimentos para lhe fornecer segurança. Não adianta o Templo oferecer cursos e aprendizados, os dirigentes se esforçarem para esclarecer e apontar o caminho da austeridade e disciplina templária, se o médium não se liberta da sua insegurança e vivências passadas de superstições, crendices, vaidades e superficialidades. Diz um ditado conhecido que Deus não chama os capazes, mas capacita aqueles que chama, quando se deixam capacitar.
O Templo oferece conhecimento, oportunidade de exercitar a disciplina, de ter um desenvolvimento mediúnico sadio e desprovido de fantasias, mas se o médium não se deixa capacitar, ouve, mas não transforma em sabedoria esse conhecimento, no exercício de suas atividades no Templo, é inútil, continuará na imaturidade religiosa e, portanto, num exercício mediúnico não sadio. Esse médium não contribuirá para somar na Corrente em que se encontra e diz Pai Ventania que médiuns sem maturidade, ainda infantis na sua vivência religiosa e mediúnica, não serve para trabalhar com ele, na missão que tem na construção do Templo do Cruzeiro da Luz (aqui notamos grande semelhança com as palavras do nosso mentor, Caboclo Ubatuba).
Não, mediunidade não assusta, somente aos fracos, e como sabemos, a felicidade não pertence aos fracos e covardes. E, infelizmente, quantos se apresentam como fortes e desejosos de aprender e construir, mas que fica na superficialidade do aprendizado, não criando raízes profundas de humildade e serviço. Vivem dizendo que estão felizes e carregam profunda tristeza e sofrimento em seus interiores. Vivem de fachada, de exterioridades.
Pertencer a um Templo Espírita é assumir, com o coração e a vida, a filosofia, a disciplina e o trabalho da Casa. É triste para o Dirigente de um grupo espiritualista quando ele se esforça, ensina, se doa, oferece seu tempo e amor no trabalho de fazer crescer os médiuns da sua casa em religiosidade, disciplina e serviço, e observa que determinados médiuns, embora estudem e ouçam, se mantêm na superficialidade deslizando na disciplina, na humildade, agindo de forma independente da vibração harmoniosa da Corrente.
Se o médium não entendeu, depois do Aspirantado, do período entre a Vinculação à Corrente até a Vinculação de Exu, que as normas do Templo visam a unificação, à concretização dos rituais da Umbanda, à vivência da religiosidade, é sinal que ainda está com excesso de máscaras do ego e fechou a brecha da humildade, através da qual poderá penetrar a luz do verdadeiro conhecimento e prática de intercâmbio mediúnico sadio.
Se existe uma hierarquia, que são aqueles que receberam ordens e comando do Guia Chefe do Templo para manter a espiritualidade e a disciplina em alta, é porque assim é na Umbanda. Desde o Sacerdote Dirigente até os Pais, Mães Pequenos, Ogãs e Ekedis (na APEU não temos este posto, mas temos outros, como Doutrinador, Fiscal de Gira, Cambone, etc), são instrumentos nas mãos da Espiritualidade do Templo a serviço da seriedade, amor real e religiosidade do mesmo. E, a esses irmãos que são cobrados pelo Plano Espiritual, doam seu tempo, energia e amor a serviço de seus irmãos, deve haver total respeito e acatamento, como centro de unificação e sacralização da religião, como representantes da espiritualidade responsável pelo Templo.
Eles não são Pais e Mães apenas dentro do Templo, mas em qualquer lugar em que estejam, sempre salvando-se o discernimento e respeito aos ambientes em que estivermos. Pois o médium não é apenas umbandista no Templo e não são membros da Corrente, ou seja, da egrégora do Cruzeiro da Luz (no nosso caso, sa egrégora da APEU, ou como o próprio mentor nos diz, somos flores do seu jardim de luz), apenas no Templo, mas em qualquer lugar em que estiverem. Após a Vinculação, uma marca espiritual é impressa no médium. Onde estiver é vista pelo Plano Espiritual como membro dos Cavaleiros da Luz, pertencentes ao Cruzeiro da Luz.
O médium que se sente diminuído, ou que pela sua vaidade e escrúpulo, não toma a bênção aos Pais e Mães em qualquer lugar em que os encontre, com segurança e carinho, demonstrando seu respeito, amor e fidelidade à Corrente do Templo a que pertence, ainda está na superficialidade da sua vivência religiosa, principalmente como membro do Cruzeiro da Luz (da corrente da APEU). Tomar a bênção denota, com certeza, sua integração real e comprometimento destemido com o trabalho da Umbanda. Dizem os Mentores que na bênção dada pelos membros com ordens e comandos, existe a eles a responsabilidade de abençoar e a quem pede o benefício de ser abençoado, pois quando eles abençoam, têm o aval da espiritualidade superior da casa e, portanto, apenas canalizam para nós a benção dos Irmãos Espirituais Superiores.
Para mim é triste quando detecto médiuns da casa encontrarem seus irmãos com cargo no seu Templo e se esquivarem de tomar a bênção, especialmente quando sinto a ponta da vaidade, do escrúpulo e da falta de fé na realidade ritualística e religiosa da Umbanda. Principalmente quando sei e acontece que membros de outros Templos ao nos encontrarem, em qualquer lugar, seja pela internet ou na rua, logo tomam a bênção, pois sabem da importância canalizadora de energia e do ritual preceituado no Movimento Umbandista. Para mim, médiuns que agem desse jeito, estão atrasando sua caminhada de serviço mediúnico e, pior, deixando que a vaidade e a superficialidade fale mais alto que o aprofundamento e vivência religiosa real e concreta.
Porque mediunidade é exercício religioso de doação, amor e vida. É fácil de vivenciá-la, quando o irmão chamado a exercê-la se mune de intrepidez, humildade e comprometimento fiel. Intrepidez para enfrentar os percalços naturais, as renúncias e a abnegação que faz desse exercício uma atividade sagrada, é o sacro ofício = sacrifício.
Humildade para aceitar a disciplina, as correções necessárias e as atividades ritualísticas de sua Casa de Trabalho. Amando-a e assumindo-a como parte de sua vida.
Comprometimento para assumir, como sua família espiritual, a Corrente a que pertence. A fidelidade ao Guia Chefe, ao Sacerdote-Dirigente, à Corrente composta de seus irmãos de trabalho espiritual só será realidade a partir da maturidade do médium, que se comprometerá com a mente, o coração e a vida a esse trabalho no Templo Umbandista que o acolhe, ensina e forma para uma vida religiosa e mediúnica sadia.
Comprometimento para trabalhar a sua mediunidade com uma única razão, que é a razão pela qual os guias abnegadamente assumem as formas perispirituais no movimento umbandista (Caboclos, Pretos Velhos, Crianças e Exus), que é a de crescer, ajudando seus irmãos a crescerem espiritualmente, sendo assistidos pela misericórdia de Deus, no tratamento de suas dores e problemas.
Sim, ser médium na Umbanda é maravilhoso, é gratificante, só é necessário que entendamos que ela é uma religião disciplinada e ritualística, que é preciso ser compreendida, vivida e amada no Templo a que pertençamos. Diz o Caboclo das Sete Encruzilhadas que
A Umbanda é uma árvore frondosa, que está sempre a dar frutos a quem souber e merecer colhê-los.
Pai Valdo (Sacerdote Dirigente do T. E. do Cruzeiro da Luz da casa mater) - Texto adaptado por Sandro Mattos, mudando os nomes para os relacionados ao templo da APEU.

segunda-feira, 25 de março de 2013

CONVITE - 23º AJUCÁ DA CABOCLA JUREMA E SUAS FALANGEIRAS

















A APEU convida a todos para seu 23º AJUCÁ em homenagem à Cabocla Jurema e suas falangeiras.

Dia 30/03/2013 - Sábado de Aleluia às 18:00 horas.

Atenção: importante lembrar aos médiuns que esta é a unica data em que utilizamos uma camiseta que foge ao branco tradicional da casa, pois os membros da corrente devem vir com suas camisetas na cor verde folha (lisa/simples).

Além da festa às caboclas, no âmbito social e administrativo, a APEU entregará os certificados de conclusão das turmas de 2012 dos cursos: Iniciação e Aperfeiçoamento Mediúnico e Cânticos de Umbanda.

Venha! Receba as bençãos das entidades manifestadas e saboreie o delicioso Abarém (bolo de milho verde), energizado pelas Caboclas das Matas.

Contamos com sua presença.

Saudações fraternas!

Sandro Mattos - Secretário

terça-feira, 12 de março de 2013

NA MATA VIRGEM

Por Rodrigo Queiroz


- Venha filho, vamos caminhar.

Assim anunciou o velho Pajé, balançando um maracá, quando me dei por conta estava em meio a uma clareira em plena mata virgem, árvores frondosas e maravilhosas raramente vistas no plano físico da vida. Ele me conduziu para uma estreita trilha.

- Filho vamos para uma experiência importante, é necessário que não dê tanta importância a beleza do lugar, mas sim apure seus sentidos, visão, olfato, tato, paladar e serenidade. Perceba a textura do chão no seu pé, a leveza das folhas em suas mãos, o cheiro de ervas no ar e a brisa fresca a acarinhar sua face.

- Posso sentir o gosto de seiva na boca Pajé.

- Sinal que já está próximo do que quero filho. Respire fundo e feche os olhos.

- Pajé, posso enxergar com olhos fechados! – exclamei emocionado.

- O que vê filho?

- Vejo troncos de luz, silfos, salamandras, folhas irradiantes…

- Lentamente abra os olhos.

- Sim…

- Continua vendo?

- Nitidamente Pajé…

- O que vê filho é a vida neste reino natural, tão mal percebida pelos encarnados e infelizmente entre os próprios fiéis do culto á natureza.

- Umbanda?

- Sim.

- Apure sua visão e perceba que é possível ver a seiva circular dentro das arvores, escutar o coração bater no peito dos pássaros e experienciar a presença dos entes invisíveis ao olho material, que são eles, os duendes, gnomos, fadas, silfos, ninfas e tanto mais.

- Quanta beleza Pajé!

- Quanta vida filho, quanta vida!

- Sim, pulsante…

- Agora me acompanhe.

Nos dirigimos a outra clareira, lá tinha muitas pessoas, vestidas de branco, colares, atabaque e muitas frutas, logo notei que se tratava de um terreiro pronto a iniciar uma atividade, curioso fiquei a observar atentamente, encantado com o toque harmônico da curimba e os raios de luz que espargiam no ambiente em direção dos presentes a cada batida das mãos no couro. Alguns outros se organizavam para no meio da roda depositar as oferendas, muitas frutas, velas, incensos, bebidas. Conseguia visualizar a luminosidade aurica de cada um, em cores e tons dos mais variadas.

- Filho, este grupo de cultuadores da natureza divina, está realizando um culto de exaltação ao senhor das matas…

- Pai Oxossi!

- Sim, e para tanto é comum postar oferendas em seu louvor, na Umbanda recorremos ao uso da natureza, como frutas, pedras, bebidas, incenso etc. Dispensando qualquer uso de imolação de animais.

- Sei Pajé, compreendo e tenho pra mim que é o correto, somente que muitos que cruzam o culto de umbanda com o africano recorrem á praticas da imolação…

- Sim filho, porém não vamos acessar este assunto no momento, vamos nos ater a esta liturgia de hoje e colher as impressões pertinentes.

- Sim Senhor.

Ele calado sacudia seu maracá e eu observando tudo, vi que as frutas emitiam luzes e quando cortadas era como que se abrisse uma caixa de luz, que de dentro um clarão escapava e por alguns minutos ficavam ali a iluminar e criando um campo de luz e energia indescritível. Quando a curimba acelerou o toque vi um portal se abrir na frente da oferenda e dele dezenas de caboclos, caboclas e encantados saíram, abraçaram todos os presentes, dançavam e cantavam. Realmente era uma festa, uma exaltação e finalmente entoam o ponto.

…As matas estavam escuras…e um anjo a iluminou…e no centro da mata virgem…foi Oxósse quem chegou…mas ele é o rei ele é o rei ele é o rei…

As folhas no chão começaram a voar e as entidades presentes em reverência batiam a cabeça ao chão, quando como que uma explosão e uma luz cegante se fez presente um emissário do Sr. Oxossi, sua luz verde era intensa que não pude me manter com a cabeça levantada, os caboclos ajoelhados bradavam em reverência e louvor, do lado físico alguns médiuns entravam em transe energético e a curimba acelerava o toque, poucos segundos passados novamente a explosão e Oxossi se recolheu.

Na oferenda a luz era mais intensa.

Com os médiuns em oração e ajoelhados, as entidades estendiam as mãos em direção a oferenda e o inusitado acontecia. Dos elementos saiam uma substância esverdeada parecido com uma massa elástica que eles moldavam e iam aplicando nos fiéis presentes, rapidamente era absorvido pelos chakras e a luminosidade do corpo aurico deles era modificado, sutilizava e irradiava mais. Por alguns minutos este procedimento ocorreu e as entidades se recolheram para o portal mencionado.

- Viu filho, nenhuma entidade comeu as frutas.

- Mas eles não precisam comer para ficar tratado?

- Não filho, compreenda que somos de uma dimensão bem mais sutil que a de vocês e se nos aventurássemos a ingerir o prâna dos vegetais do plano físico nos traria grande desarranjo energético, quando precisamos nos “alimentar” encontramos o mesmo em nossa esfera e não na de vocês.

- Entendo…

- Entenda também que fora a liturgia religiosa, a necessidade de oferendas são para vocês mesmos que quando encarnaram perderam a capacidade de extrair o prâna da natureza e recorrem a esta prática para que nós os mentores os auxilie na extração e aplicação do prâna em vocês mesmos.

- Para que?

- A fim de sutilizar vossas energizar, equilibrar os chakras, curar doenças e muito mais. Também guardamos para os médiuns usarem nos atendimentos.

- Pajé de onde tiram tantas teorias que só ajudam a complicar a compreensão?

- Talvez das observações limitadas ao próprio conhecimento, ruim é quando saem do bom senso e fundamentam suas teorias no absurdo.

- Podemos fazer sempre oferendas?

- Sim, quando e onde bem entender e lá um de nós estaremos a auxiliar na extração do prâna.

- Incrível.

- Agora vamos filho, logo em breve retomamos esta prosa para aprofundamentos práticos, aproveite e vamos ensinar estas práticas…

Acordei após estas palavras, poderia ser um sonho…quero como uma revelação…

Saravá!