sexta-feira, 2 de maio de 2014

ECTOPLASMA E SUA UTILIZAÇÃO NOS TERREIROS

Um dos elementos bio-energéticos mais utilizados por Caboclos, Pretos-Velhos, Exus e Crianças, seja em atividades curativas, harmonizatórias, e, também, em neutralização de demandas, é o nominado Ectoplasma.

O Ectoplasma, que tem despertado um grande interesse por parte das religiões mediúnicas e de cientistas de todo o mundo, é uma substância material, visível ou não, consoante sua quantidade e densidade, absorvida/produzida pelo corpo humano a partir da fusão e posterior metabolismo de quatro fluidos, quais sejam fluidos astrais (química astral); fluidos da natureza (raios solares, raios lunares, gases etc.); e fluidos orgânicos e inorgânicos de nosso planeta (minerais, vegetais e animais). É de conhecimento também que o ectoplasma localiza-se nas células humanas, constituindo-se como uma parte etérica das mesmas.

Esta matéria, que em alguns casos de acúmulo excessivo, apresenta-se como uma geléia viscosa, de cor branca, semi-líquida e que sai através dos principais orifícios do corpo humano (boca, narinas, ouvidos etc.), é um dos elementos integrantes de nosso corpo vital (duplo etérico), sendo o envoltório intermediário entre o perispírito (corpo astral) e o corpo físico. É o dinamizador da parte bio-fisiológica do ser humano encarnado. Dizem alguns que é encontrado em maior quantidade na altura dos centros de força (chakras) Umbilical e básico.

Não vamos nos ater a discorrer sobre o emprego de ectoplasma na materialização de espíritos e objetos, situações em que deve haver um grande acúmulo de ectoplasma nos doadores desta substância, mas sim na sua utilização por parte dos espíritos trabalhadores de nossa elevada Umbanda.

Os Caboclos, Crianças, Exus e Pretos-Velhos (as quatro formas fluídico-perispirituais de manifestação de espíritos na Umbanda) costumam utilizar o ectoplasma de seus médiuns para os mais variados fins (lembre-se: espíritos não têm corpo vital, logo não têm ectoplasma). Nos trabalhos de cura, costumam aplicá-lo nos centros de força dos assistentes, a fim de reequilibrar-se o fluxo energético (absorção e emanação de energias). Nos trabalhos direcionados ao desmanche de baixa magia, as entidades potencializam a substância ectoplasmática, deslocando-se a lugares onde está a origem material da feitiçaria (objetos vibratoriamente magnetizados), passando a manipular tais materiais, desmagnetizando-os e neutralizando as demandas.

Devido aos espíritos utilizarem o ectoplasma humano em algumas tarefas onde há a necessidade deste fluido vital, muitos médiuns, ao término de uma sessão ou gira, sentem-se fatigados, cansados, exauridos de energia, e com apetite aguçado. Esta situação ocorre em grande parte, e em vários graus, conforme a quantidade sorvida, em razão da retirada de parte do ectoplasma do médium por parte dos espíritos trabalhadores. É um acontecimento natural, facilmente dirimido pela ingestão de líquidos como água pura, sucos, refrigerantes, comestíveis, e, se possível, um ligeiro repouso. Após um curto espaço de tempo o ectoplasma volta a seu nível normal.

O Ectoplasma ainda é assunto a ser mais explorado. A cada dia surgem novas informações sobre este nobre fluido que é de suma importância para a Humanidade. O que se deve ter em mente, principalmente por parte dos médiuns sérios, é que a maior qualidade do fluido vital ectoplasmático está diretamente ligada aos hábitos do indivíduo, enquanto membro de uma sociedade heterogênea. Portanto, é de suma importância que não se abuse de bebidas alcoólicas, fumo e sexo, que, se ingeridos ou praticados em demasia, poderão influenciar na maior ou menor eficácia de determinados trabalhos espirituais. Voltaremos ao tema em outra oportunidade.

Saravá irmãos!

Fonte: extinto Jornal da Umbanda - edição 14 

Um gesto de amor


Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, vestido e calçado de forma humilde, adentra a loja e pede ao proprietário que embrulhe para presente um sabonete comum.
É presente para minha mãe, diz com quase orgulho.
O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o seu freguês e, sentindo uma grande compaixão, sentiu vontade de ajudá-lo.
Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo. Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha em sua loja.
Devia ou não fazer? O coração dizia sim, a mente dizia não.
O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar. Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão.
O homem ficou ainda mais comovido, quando viu as moedas, de valor tão insignificante. Continuava seu conflito mental. Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua mãe.
Lembrou de sua própria mãe. Fora pobre e muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentear sua mãe. Quando conseguiu emprego, ela já havia partido para o mundo espiritual. O garoto, com aquele gesto, estava mexendo nas profundezas do seu sentimento.
Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada. Por que o homem não embrulhava logo o sabonete? Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado as moedas para o pagamento. Por que a demora? Qual o problema?
No campo da emoção, dois sentimentos se entreolhavam: a compaixão do lado do homem, a desconfiança por parte do garoto.
Impaciente, ele perguntou: Moço, está faltando alguma coisa?
Não, respondeu o proprietário da loja, é que de repente me lembrei de minha mãe. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar-lhe um presente, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada.
Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino: Nem um sabonete?
 O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da ideia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês sem responder mais nada.
A sós, pôs-se a pensar. Como é que ele nunca pensara em dar algo pequeno e simples para sua mãe? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra e pensara em melhorar o presente adquirido.
Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: o gesto de amor!
*   *   *
Invista no amor. Ele é o mais poderoso meio de tornar as pessoas felizes.
Em qualquer circunstância, em qualquer data especial para determinadas comemorações, o mais importante não é o que se dá, mas como se dá.
Todo presente deve se revestir de sentimento e não deve haver diferença entre homenagens a uma pessoa pobre ou a uma pessoa rica.
A expressão deve ser sempre do afeto. O que se deve dar é o coração a vibrar em amor.
O valor do presente não está no quanto ele vai aumentar o conteúdo das caixas registradoras, mas sim o quanto ele somará na contabilidade do coração.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 20, do livro Novas histórias que ninguém contou, novos conselhos que ninguém deu, de Melcíades José de Brito, ed. DPL.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 4, ed. FEP.

Em 2.5.2014

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Convite - Festa de Ogum na APEU - 2014


Aconteceu - 24º Ajucá - Homenagem à Cabocla Jurema e suas falangeiras

Na tarde/noite de 19 de abril de 2014, Sábado de Aleluia, como tradicionalmente faz, a APEU realizou seu 24º Ajucá, que é um rito em louvor e homenagem à Cabocla Jurema e todas as suas falangeiras, tão importantes em todas as casas umbandistas e que possuem função especial de cuidar dos curumins (crianças).
É sempre nesta data que a APEU volta às atividades, após o recesso da Quaresma, tradição mantida e respeitada aos longo dos seus 33 anos de existência, por ordem espiritual.
Foi uma festa emocionante, com vários acontecimentos que premiaram aqueles que se fizeram presentes nesta data inesquecível.
Além do retorno aos trabalhos espirituais, onde por si só, já cria uma certa expectativa aos médiuns e assistentes, tivemos nesta data:

- Formatura dos formandos da turma de 2013 do Curso de Iniciação e Aperfeiçoamento Mediúnico, orientado por Pai Silvio Mattos;

- Entrega do Imalê (dístico com o ponto riscado do Caboclo Ubatuba) ao Ogã Dimas, por ter completado 7 anos como filho da casa, após o cruzamento na Lei de Pemba realizado pelo mentor;

- Batismo do pequeno Pedro, filho da médium Monismara e seu esposo Gilclean;

- Cruzamento da nova filha da casa: Priscila, que passou a ser uma nova flor no jardim do Seu Ubatuba.

- Visitas de irmãos de outras casas, destacando: Mãe Deise e Reinaldo (Candomblé Ketu), que foram agraciados com o axé do mentor.

Quando as caboclas incorporaram, puderam atender a todos assistentes com passes e orientações, para depois imantar os bolos de milho verde (abaréns) com as mais salutares vibrações. Estes foram servidos não só às entidades, mas também a todos os presentes, a fim de que pudessem saborear esta iguaria indígena, não só como um alimento, mas também, como um verdadeiro remédio espiritual.

No final da gira, como sempre acontece nas festividades da casa, foi proferida a prece, desta vez indicada à Cabocla Jurema e a corrente reluzente foi formada.

Fotos:



















sexta-feira, 4 de abril de 2014

CONVITE APEU - Festividades em abril/2014


CURSOS GRATUITOS - APEU - 2014 - MATRÍCULAS ABERTAS

Estão abertas as matrículas para os cursos da APEU, turmas 2014.
Lembramos que todos os cursos aqui ministrados são totalmente gratuitos e abertos a qualquer pessoa que queira participar.
Faça sua matrícula através dos telefones (11) 2911-4198 ou 2724-9522, ou ainda escreva para o e-mail scm-bio@bol.com.br enviando seus dados: nome, endereço completo e telefone de contato.
Divulgue este projeto que vem sendo trabalhado desde os anos 80, seguindo as diretrizes colocadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas que citou: "Aprenderemos com quem sabe mais e ensinaremos aos que precisam de conhecimento".
Infelizmente muitos irmãos não podem estudar sobre a religião por falta de recursos financeiros. Por isso mesmo, estamos abertos a receber a todos, independente de seu grau de escolaridade, social, financeiro, e até mesmo, de ser ou não umbandista, afinal, muitos aprender a amar a Umbanda quando descobrem quão bela e lógica ela é.
Divulgue nosso trabalho e seja bem-vindo(a)!
A Diretoria



Vídeo da apresentação da APEU no 4º Festival Filhos do Axé - Cantiga "Olha eu" - saudação a Iansã


Aconteceu - APEU se apresenta no 4º Festival Filhos do Axé

No dia 30 de março a APEU se fez presente no 4º Festival de Curimbas dos Filhos do Axé, em São Miguel Paulista. Nossa curimba se apresentou como convidada e levou para o público presente as cantigas de Iansã (Olha eu, olha eu, olha eu Bela Oyá ....) e Saudação ao Caboclo Boiadeiro da Jurema e seus falangeiros (Eu vi a mata se abri e um grande guerreiro passar ...) empolgando a todos. Como sempre, as crianças participaram com suas coreografias, mantendo uma tradição que vem sendo trabalhada desde 2009, com a primeira apresentação de "Adorei as Almas".
O Ogã Alabê da APEU, Sandro Mattos, foi um dos jurados do festival, que teve como campeão, a Curimba Tambores do Paraná.

Fotos: