segunda-feira, 27 de março de 2023

COMO ERA ANTES...O QUE É HOJE!!!!

COMO ERA A UMBANDA



Quando conversamos com médiuns mais antigos na religião...

Médiuns com 10, 20, 30 anos de Umbanda...

Ouvimos relatos unânimes sobre como a disciplina era cobrada...

O respeito aos fundamentos e as cobrança não eram poucas...

E na maioria das vezes não vinha de forma suave e educada...

O médium tinha que ouvir de cabeça baixa...

Não abria a boca para questionar, ou argumentar contra...

Os dirigentes não eram flexíveis!

Eram muito enérgicos e exigentes! 

Pois eram cobrados de seus comandos espirituais...

Pelo respeito, disciplina e obrigações de seus filhos...

Aqueles que não cumpricem ou não concordassem... 

Eram convidados a se retirar da casa...

Havia até uma frase muito usada pelos dirigentes:

"Não tá satisfeito, a porta da rua é serventia da casa"

E era bem comum ouvir isso nas reuniões para repreenções...

Hoje em tempos modernos virou oba oba...

Filhos não priorizam os fundamentos...

Atravessam nos assuntos do terreiro, dão palpites...

Ficam ofendidos, melindrados! 

E até com raiva se suas opiniões não são ouvida ou "acatadas"...

Ora tenham a santa paciencia!

Antigamente gira era todo afinal de semana...

Filho não podia faltar, e se faltasse... 

O castigo era ficar na consulência na gira seguinte...

Se não pagasse a mensalidade!

Já sabia que tinha que ir para a consulência...

Nem esperava ser convidado!

Era compulsório!

Na hora da gira o silêncio era lei, não havia conversado paralela...

E ai se tivesse, a bronca era geral...

Nenhum filho podia corrigir, ou determinar algo para um irmão de corrente...

Apenas o Pai ou a Mãe no Santo conduziam e determinavam...

Tudo que podia ou não fazer e chamar a atenção dos filhos...

Os fundamentos de nossa religião não mudaram...

O que houve nos tempos modernos de internet, foi uma maior flexibilização...

Mas isso não quer dizer acabou o respeito a disciplina e as obrigações...

Muitos médiuns estão confundindo liberdade e se folgando...

Dando palpite furado onde não são chamados...

Tentando exercer "funções ou tarefas" que não lhes compete...

Faltando com respeito, a ética e aos princípios e fundamentos...

Isso tem que ser freado e parar de acontecer nos terreiros por ai a fora...

É melhor um terreiro com poucos e bons filhos...

Comprometidos de verdade com a religião...

Do que um grande grupo de desordeiros vestidos de branco...

Brincando e desrrespeitando nossa religião...

Chega disso!

Nossa Umbanda não precisa e nem merece isso...

Nem os velhos sacerdotes que trilharam seu caminho com tanto sacrifício, dedicação e respeito...

"A Umbanda é para todos, mas nem todos são para a Umbanda"

É preciso haver cobrança, disciplina e respeito sim...

Não podemos deixar tudo se perder...

Umbanda é paz, amor, respeito, união e irmandade.

A Umbanda é sua família espiritual!

Pensemos nisto!

Saravá Fraterno!

Pai Paulinho de Ogum.'

Araraquara SP

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Aviso de Recesso

Mantendo a tradição da nossa doutrina, entramos em recesso devido ao período de Carnaval e Quaresma.

Porém, devido a uma obra próxima à nossa sede, surgiram alguns problemas de infiltração e umidade, e, por esta razão, antecipamos o mesmo para realizarmos a manutenção do templo.

Voltaremos às atividades espirituais no Sábado de Aleluia, dia 08 de abril, com a 30ª Festa do Ajucá em homenagem à Cabocla Jurema e suas falangeiras. Acompanhe nossa agenda aqui no blog e aviso nas redes sociais. 

Que Oxalá nos abençoe!
A direção!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Uma visão sobre o Ori na Umbanda

A intenção aqui é falar deste tema, tão complexo e profundo, de uma forma mais simples, resumida, porém, que seja de fácil compreensão do ponto de vista prático. O foco não é em aprofundar demais no tema, afinal, para isso seriam necessários muitos artigos baseados em conceitos que muitas vezes se divergem. Por isso, vamos ao que interessa:  

“Ori” é um termo africano de origem iorubana e de forma direta significa “cabeça”. De “Ori” também chamamos o orixá individual da pessoa, ou seja, sua centelha divina, parte da essência provinda do Ser Supremo.

Não à toa que existem algumas orações específicas para o Ori e ao traduzi-las, notamos grande semelhança com mantras e palavras de poder usadas em outras manifestações espiritualistas, ocidentais e orientais. Isso nos mostra que esse nosso “EU INTERIOR” é vivo, divino e pode ser potencializado.

Os médiuns possuem centros energéticos por onde se manifestam em maior ou menor intensidade as energias dos orixás e de seus mentores espirituais. Conhecidos como chakras, um deles tem papel de vital importância para esse contato: o coronário, situado na parte de cima da cabeça, na chamada “coroa”. É exatamente onde vibra esse ponto energético vital do Ori.

Não é à toa que várias religiões banham esse local. Um dos exemplos está no ritual do batismo, praticado em vários segmentos. Nas religiões que possuem influência afro e indígena, como a Umbanda, teremos ainda o banho de ervas conhecido como amaci (com até 21 ervas) ou o ariaxé (quando é feito com 49 elementos naturais entre folhas, flores, sementes e raízes). Esse ritual tem a intenção de reequilibrar as energias e potencializá-las em favor de um melhor desempenho mediúnico.

Também é nesse ponto que um dos mais antigos rituais de iniciação, o cruzamento na Lei de Pemba vincula o “filho” ao “pai”, o “neófito” ao “dirigente”, o “médium” ao “mentor espiritual da casa”. É nesse ato que nasce o vínculo do novo membro de uma corrente aos fundamentos deste terreiro, ao “Pai ou Mãe de Santo” e ao Guia Chefe da casa.

Outros tipos de iniciação poderão utilizar-se de elementos ou rituais diferentes, mas notem bem, sempre teremos a cabeça como o ponto central de ligação.

Essa relação que une o médium aos fundamentos da casa, ao seu mentor e à sua doutrina é importantíssima.

É comum observarmos, no chamado “adubalê” (ato de bater cabeça no congá ou fundamentos do terreiro) o comandante da gira cruzar ou abençoar a coroa dos seus filhos da corrente. Já ouviu o termo “zelador de santo”? Vem justamente daí: deste cuidado que aquela pessoa que comanda uma casa precisa ter para com o Ori dos seus filhos de fé, do zelo pelo equilíbrio da mediunidade daqueles que o aceitaram como “Pai” ou “Mãe”, “padrinho” ou “madrinha”. Também é um ato de troca de respeito, afinal, neste momento o médium mostra seu respeito ao dirigente e à sua espiritualidade e este retorna, em forma de bênção, saudando os mentores daquela coroa.

Mas aí vem a pergunta que não quer calar? “É verdade que não posso deixar outras pessoas colocarem a mão na minha cabeça?”. Bem, é importante salientar que o risco existe, mas que também vai depender muito da intenção colocada no momento ou do nível vibracional da pessoa que está tocando sua cabeça. Além disso, sabemos que um médium que cumpre com todas as suas obrigações, tem disciplina, ética e moral e que busca manter esse contato mente-espírito com seu guia espiritual, tem uma proteção muito mais alinhada com seus mentores espirituais.

Numa situação de visita, até por questão de ética e responsabilidade, não se deve tocar na cabeça de um filho de outro terreiro. Então seja prudente. Já dentro da sua família espiritual, siga as devidas instruções passadas pelo mentor-guia e deixe que aquele que zela seja então cúmplice deste cuidado, afinal, apesar de termos a dádiva de ter sido escolhidos pelo plano espiritual para cumprir uma missão direcionados por um missionário que cuida desse centro energético chamado “coroa” e que tem em seu centro vibratório o “ori”, cabe a cada um de nós fortalece-los e protege-los com bons sentimentos e pensamentos.

Orai e vigiai.

Por Sandro Mattos

Alabê da APEU

Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba

São Paulo – SP – 30/01/2023

https://apeuumbanda.blogspot.com

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Diálogos sobre Umbanda - Entrevista com Pai Silvio Mattos


Participação do dirigente espiritual Pai Silvio Mattos no programa DIÁLOGOS SOBRE UMBANDA apresentado por Pai Filipi Brasil no Canal do TEA - Templo Espiritualista Aruanda. 

 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Convite - Festa de Oxóssi e 42º aniversário da APEU

Convidamos nossos irmãos de fé para a comemoração do 42º aniversário da APEU, nesta gira festiva em louvação a Senhor Oxóssi e todos os Caboclos que acontecerá no próximo sábado, dia 21 de janeiro de 2023, com início às 17:00 horas.

Contamos com sua presença! 

Família APEU

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

APEU - 42 ANOS DE FÉ, AMOR, CARIDADE E ESTUDO

 











Hoje a APEU comemora mais um ano de fundação. 

Completamos 42 anos de fé, amor, caridade e estudo. 

Salve o Caboclo Ubatuba! 

Salve a Cabocla Indira! 

Saravá Umbanda! 

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Retorno em 2023

Retornaremos às atividades religiosas no dia 13/01/2023 - sexta-feira - 20:30h com gira de Pretos Velhos.


quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Feliz Natal e Próspero Ano Novo 2023

 




















Desejamos a todos um Natal abençoado pelas luzes do Divino Mestre Oxalá e um Ano Novo repleto de realizações.
Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba
Família APEU
Pai Silvio Mattos e Mãe Cleide Mattos

Louvação à Iemanjá e todas as Iabás 2022


Na tarde e noite de 10 de dezembro de 2022 a APEU realizou sua gira festiva em louvor às Mães Iabás: Iemanjá, Oxum, Iansã, Nanã e ao Povo Marinheiro.

O terreiro também estava todo enfeitado, destacando as cores azul e branco de Mãe Iemanjá e as crianças representavam as Forças Divinas homenageadas.

Foi ministrado o sacramento de batismo do pequeno Ricardo, filho de Rodrigo e Aline e que teve como padrinhos materiais, Ariel e a médium da casa, Ariane e como padrinhos espirituais: Ogum e Iansã.

Como foi também o último trabalho do ano, os filhos da casa aproveitaram para demonstrar seu agradecimento ao mentor, Caboclo Ubatuba, pela proteção e oportunidade de poder cumprir suas missões em sua corrente.

Os passes e atendimentos foram realizados pelos falengeiros de Ogum, que se manifestaram antes das enviadas das Mães Sagradas.

Com a presença das entidades que vibram as energias das águas, foram entregues as oferendas e elementos para imantação em cestos de vime previamente adornados para esta ocasião. 

No final, foi proferida a prece a Iemanjá e a corrente reluzente formou-se, iluminando o chão do terreiro.

Após o término dos trabalhos os filhos da casa puderam então se confraternizar e ainda tivemos a comemoração do aniversário de 10 anos da pequena Vitória.

Odoyá!

Orayê-yê-ô!

Eparrey!

Salubá!

Mari-babá!